The Mist (ou O Nevoeiro), nova série original Netflix criada por Christian Torpe, que chegou ao catalogo do serviço de streaming no dia 25 deste mês, é baseada na famosa obra de Stephen King. Assim como diversas obras originais presentes no catálogo do streaming, esse seriado consegue ser bom mesmo contando com alguns pequenos problemas.

Durante os episódios, acompanhamos alguns dias da vida dos moradores de uma pequena cidade, que num dia que parecia ser comum, acaba sendo tomada por um grande nevoeiro, o qual vem a matar as pessoas que o adentrarem. Mas diferente da adaptação cinematográfica feita em 2007, podemos observar diversos pontos de vista em meio a esta tragédia.

Um ponto que deve ser observado é a retratação de vários assuntos polêmicos logo no primeiro episódio, onde vemos situações que envolvem estupro, homofobia e racismo. Isso é algo que consegue ser levado ao longo de todos os capítulos desta primeira temporada, mantendo a qualidade e sem caírem no erro de abusar disso para atrair maiores públicos.

Apesar de não ter atraído um grande público como Os Defensores, The Mist conseguiu chamar a atenção de fãs e até de pessoas que desconhecem a obra original, os quais vem elogiando fortemente a produção. No entanto, o seriado não utiliza por completo a ideia original da obra, já que criaram basicamente uma trama própria para o mesmo, onde novos personagens foram inseridos.

A maior parte dos episódios acompanham Kevin (Morgan Spector), que quer encontrar sua filha e esposa, que por conta de alguns acontecimentos anteriores, acabaram por não estar juntos quando o misterioso nevoeiro toma a cidade onde eles moram. Creio que podemos considerar o personagem de Spector como o protagonista desta temporada, que consegue sustentar a responsabilidade de dar sempre a agitação necessária na trama.

Mesmo não possuindo os melhores efeitos visuais do mundo, consegue envolver o espectador, dando inclusive alguns sustos necessários no decorrer da história. Algo que deve ser grandemente elogiado é a trilha sonora, a qual desempenha muito bem a função de transmitir ao espectador as emoções que não são mostradas pelos atores (que também é um ponto a ser aclamado do seriado). Assim como esperado, a fotografia é escura na medida em que o desenvolvimento dos episódios exigem, torando-a outro ponto crucial para o tom da série.

Mas nem tudo são rosas, já que por diversas vezes é possível perceber erros no roteiro de determinados episódios, e inclusive algumas coisas que claramente são improvisos de última hora, onde foi exigido algo sem qualquer tipo de preparação anterior por parte dos atores, mas nada que retire toda a qualidade citada anteriormente.

Talvez alguns não concordem com a opinião presente neste texto, então recomendo que assista a série e tire suas próprias conclusões sobre.

Como dito no início do texto, todos os 10 primeiros capítulos estão disponíveis no catálogo do serviço de streaming, e pelo que é mostrado no final da temporada, é possível que em breve seja divulgada uma continuação. Porém nada foi confirmada até o momento.

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