O hype para a segunda temporada de Supergirl estava bem grande. Após um bom ano de estreia, a promissora mudança para a CW parecia que só iria trazer benefícios para a série. E logo no começo anunciaram a participação de ninguém menos do que o Superman, vivido pelo ator Tyler Hochlin que lutou ao lado de Kara nos dois primeiros episódios de estreia e voltou para ser derrotado por sua prima em uma incrível luta no final da temporada. Além dele tivemos Lynda Carter, a eterna Mulher Maravilha no papel da presidente alien dos Estados Unidos, trazendo consigo ótimas referências para um ótimo episódio.

A série obteve alguns ganhos: os efeitos especiais e a fotografia melhoraram imensamente, a realocação do DEO também foi uma melhora muito bem vinda. Kara Danvers ganhou mais seriedade (não tenho certeza se essa seria a palavra certa) e a série abriu espaço para uma nova representatividade com o novo relacionamento de Alex.

Photo: Robert Falconer/The CW

No entanto, junto as mudanças positivas da série vieram também as ruins. A Supergirl deixou de ser super e seus poderes passaram a se resumir em: voo, visão de calor e vez ou outra demonstrava sua força extrema, e mesmo sendo citada algumas vezes a superioridade dá Garota de Aço ao Homem de Aço, essas palavras pareceram vagas diante do que estava sendo mostrado.

Alguns dizem que a saída de Cat Grant (Calista Flockhart) modificou muito a vida de Kara. O símbolo de esperança em que a Supergirl havia se tornado, a força, o empoderamento, todo esse roteiro construído tão massivamente em torno desses temas no ano de estreia enfraqueceu. Junto a isso, Kara iniciou um relacionamento inicialmente conturbado com Mon-El (Chris Wood), um ex-dono de escravos, principe de Daxam que não abaixava a cabeça para mulher, e que no início não sabia como tratar Kara com o devido respeito, querendo impor a ela suas vontades e escolhas.

Por outro lado tivemos Alex, que engatou em um relacionamento com a detetive Maggie Sawyer, vivida pela atriz Floriana Lima (escolha que não agradou a algumas pessoas), inicialmente bem estruturado e construído que passou a se limitar a dois minutos em cena por episódio sendo deixado um pouco de lado quando finalmente se firmou, mas que ainda sim foi bem desenvolvido e se tornou um exemplo para muitas pessoas.

Junto a detetive Sawyer, outras novas personagens que tinham muito a oferecer também surgiram em cena e infelizmente [ainda] não foram bem aproveitadas. As principais dela sendo Lena Luthor (Katie McGrath), que abriu caminho para a dinâmica Super/Luthor que até agora não passa de uma forte e verdadeira amizade, e a Miss Martian (Sharon Leal), uma personagem com um grande histórico e uma boa conexão com J’onn J’onz que nos foi apresentada em poucos episódios e logo em seguida sumiu da série retornando somente por alguns minutos no último episódio.

Photo: Robert Falconer /The CW

A organização Cadmus que parecia ser o grande mal deste ano perdeu também a sua força com o desenrolar da série assim como o desaparecimento de Jeremiah Danvers, que não parecia ter tanta importância assim em meio ao confuso plot principal que no fim foi praticamente esquecido dando lugar a Rhea (Teri Hatcher), a rainha de Daxam que apareceu na reta final com ameaças que sabíamos que não iriam dar em nada ou ameaçar verdadeiramente alguém, diferente de Non e Indigo nos episódios finais da temporada anterior.

Como tinha de ser, a série deixou uma reviravolta no final da temporada e alguns arcos para serem resolvidos, o relacionamento de Kara e Mon-El, por exemplo, ganhou uma redenção e um fim forçado por circunstâncias que deverão ser resolvidas no próximo ano.

A série também ganhou bastante; agora na emissora CW, casa de The Flash, Legends of Tomorrow e Arrow, a dinâmica para um crossover está mais fácil de ser criada – como já aconteceu – e, como citei anteriormente, a mudança do local das filmagens de Los Angeles para Vancouver deu mais espaço no orçamento para os efeitos especiais. Mesmo que não estejam perfeitos, eles estão bem melhor do que os da temporada anterior e isso fica visível em cenas de voo a céu aberto por exemplo. Melissa Benoist continua sendo a âncora dessa série, mas conforme os personagens foram ganhando mais profundidade em suas histórias particulares, esse peso passa a ser dividido e isso é de fato muito benéfico, pois além de conhecermos mais sobre a vida privada de cada um, os atores também tem mais espaço para brilhar.

Esse segundo ano de Supergirl decepcionou em alguns momentos e surpreendeu em outros. Essa ainda é umas das minhas séries prediletas, e por isso ainda tenho esperanças de que os produtores irão rever o que foi feito de errado e torna-la ainda melhor na próxima temporada.

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