Bom, se formos analisar friamente e lembrando das expectativas para a primeira metade do final de Game Of Thrones, o primeiro episódio dessa temporada volta com um gostinho de ter faltado algo para dar mais impacto ao seu retorno. A série está se caminhando para o final, só restam mais 15 episódios para acabar a série, não existe mais motivos para enrolação vindo por parte do roteiro da série. E é nisso que o primeiro episódio peca demais. Não tem necessidade de colocar esse marasmo para acontecer quando não existe mais tempo a perder.

Um excelente ponto desse episódio, apesar de bem óbvio quando é visto, é Arya Stark finalmente começando a elaborar sua vingança para contra aqueles que fizeram mal a sua família. O discurso para os Frey sobre como eles foram covardes ao matar Rob e Catelyn Stark, além de Talisa, que se tornou esposa de Rob, e também aprisionou Edmure Tully em seu Castelo. Que aliás, foi claramente esquecido por sua sobrinha em Correrio e agora provavelmente vai continuar como refém dos Lannisters, já que graças a um momento “recebemos uma pá de dinheiro e agora temos que colocar isso em algum lugar” com Ed Sheeran como um guarda dos Lannisters (Entendeu? Ele é ruivo, só pode ser um Lannister. Ou um Weasley. Mas isso é outro Universo) que encontra com Arya durante sua viagem num momento aonde ela descobre que eles estavam indo até o Castelo para trazer ordem as Terras Fluviais. Até por que, Arya está mais focada em sua vingança pessoal bem ao estilo de Beatrix Kiddo em Kill Bill para ir atrás de Jon Snow e falar com ele que limpou sozinha um Castelo na base da esperteza. Melhor tentar entrar dentro do território inimigo para uma missão suicida, não?

Inclusive, falando em Jon Snow, vemos nosso novo Rei do Norte tentando resolver os problemas da preparação para a batalha contra os White Walkers, até que Sansa Stark, que na série parece que a personalidade brinca de ioiô durante o decorrer da história, diz que o Rei do Norte deve expulsar os Karstark e os Umber de suas casas e colocar as casas leais a ele desde o começo. Porém, Jon mostra que assim como o Norvana, ele consegue unir todas as tribos do Norte, trazendo os novos Lordes Karstark e Umber para jurarem lealdade ao novo Rei do Norte. O que leva a uma discussão entre os dois, aonde ela diz que está do lado dele, mas diz que ele tem que ser questionado, por que o Joffrey não era (que?) e depois que Jon pergunta se ele tem algo parecido com Joffrey. Claro que não. Além disso, temos Lyanna Mormont roubando a cena, quando Jon diz que quer todos do Norte lutando, independente de ser homem ou mulher, retrucando um dos Lordes dizendo que “Não quer ficar fazendo tricô enquanto os outros lutam por ela”. Ah, garota, você é demais!

Tirando isso, temos um Samwell Tarly sofrendo mais que estagiário em uma repartição pública para se tornar o Meistre da Patrulha da Noite, e além disso, descobrindo que dentro de Pedra do Dragão existe uma montanha inteira com Vidro de Dragão. Ou seja, material para matar White Walkers. Vemos também que os Meisteres da Cidadela não parecem concordar que o sobrenatural existe, o que faz sentido já que todos eles seguem a fé dos 7 Deuses e não seguem os conceitos dos Deuses Antigos do Norte. Tirando isso, nós vemos que Sam está vivendo uma vida meio complicada na Cidadela, tomara que daqui a pouco ele estude algo bacana. E ah, antes que eu me esqueça, nosso querido Cavaleiro da Friendzone, Sor Jorah, aparece para dar um leve sustinho na gente e mostrar sua mão coberta por escamagris, mostrando que ainda está vivo, e bem preocupado com o paradeiro de Daenerys Targaryen.

Mas antes de falarmos da Mãe dos Dragões, temos que falar sobre a outra cena que realmente importa, que são os White Walkers caminhando na direção da Muralha, mesmo que não pareça que eles estão ali, e vemos que agora existem GIGANTES WHITE WALKERS! Sim, meus caros, os Gigantes agora fazem parte do Exército Zumbi do Mal que vai tentar destruir a Muralha. E logo após vermos essa cena incrível, vemos Bran Stark e Meera Reed chegando na Muralha enquanto Edd Doloroso recebe eles, e Bran faz um leve show off de seus poderes ao conversar com o rapaz. Temos também uma cena aonde vemos Sandor Clegane, Thoros de Myr e Berric Dondarrion chegando em algum local no Norte, procurando abrigo do frio e também convencendo o Cão de Caça sobre o Deus Vermelho, R’hllor.

Cersei Lannister também aparece ao lado de seu irmão e amante, Jaime Lannister vendo que o buraco está mais embaixo do que eles imaginavam, quando percebem que Cersei não tem o mesmo poder que tinha tempo atrás. O problema, é que agora Cersei aparenta estar bem varrida da cabeça ao dizer que ainda assim, irá lutar pelo seu trono, e ela espera a ajuda de alguém. Nisso, os barcos dos Greyjoy aparecem e Euron começa a conversar com a Rainha, oferecendo sua mão em casamento, todas as duas. Pobre Jaime. Cersei se recusa, mas ele diz que vai lutar para conseguir provar que é digno de se casar com ela.

Já Daenerys, chega em Pedra do Dragão admirando tudo, vendo como era a casa de seus ancestrais ao chegar em Westeros e também aonde seus pais viveram, aonde ela nasceu e depois foi levada para o exílio. E após olhar para Tyrion, ela vira e fala calmamente Devemos começar?” e logo depois acaba o episódio com esse gancho para a temporada.

Foi um episódio deveras morno, se formos parar para pensar. Sem nada de muito impacto, para começar a emendar e fechar as pontas do que foi mostrado no final da última temporada. O tempo perdido fazendo aquele recap no começo do episódio poderia ter sido utilizado para colocar mais coisa da trama, porém não, taca um compiladaço do que aconteceu pra encher linguiça que é mais legal. Espero que a partir de agora a trama ande, e não fique se prendendo em coisas não tão necessárias quanto as batalhas que estão por vir. E por favor, que essa seja a última ponta do Ed Sheeran em qualquer coisa dessa série. Obrigado.

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