Capitão Marvel é o alter-ego de Billy Batson, um garoto que ganha poderes mágicos sempre que grita Shazam. O herói foi criado na década de 1930, e tinha suas aventuras publicadas pela Fawcett Comics, mas após alguns processos (por plágio ao Superman), a DC Comics adquiriu os direitos do personagem e assumiu sua publicação a partir dos anos 70. Com uma vasta gama de aliados e adversários, o Campeão da Humanidade foi adicionado ao universo da editora que em 2011 sofreu seu Reboot. Então após anos atendendo por ambos os nomes, o Capitão Marvel passa a se chamar oficialmente Shazam.

Com o reboot na DC Comics, chamado de Os Novos 52, Shazam não ganha uma revista própria mas passa a aparecer em histórias próprias nas páginas de Liga da Justiça. O encadernado “Com uma Palavra Mágica…” compila a saga do herói publicadas entre os números 7-11, 14-16, 18-21 e 0 de Justice League.

Nesta nova interpretação do herói escrita por Geoff Johns (Lanterna Verde, Aquaman), Billy Batson é um garoto problema. Órfão, Billy acaba não dando certo em diversos lares por seu comportamento, além de colecionar expulsões na escola. Eis que um casal, os Vasquez, dão um novo lar ao garoto. Lá ele conhece outros órfãos como ele: Freddy, Eugene, Pedro, Darla e Mary. 

Enquanto isso, um pesquisador chamado Dr. Silvana busca vestígios de Magia em piramides antigas no Iraque e acaba por libertar Adão Negro, um ser mágico tão poderoso quanto maligno. A libertação de Adão é sentida na pedra da eternidade, onde o Mago responsável por fornecer os poderes (e por lhe aprisionar) começa a buscar por um Campeão à altura de desafiar Adão.

É quando Billy adentra a um metrô rumo a Pedra da Eternidade, morada do Mago que a aventura começa. Para não entregar mais spoilers, paro com os acontecimentos por aqui, mas não há como não destacar essa nova versão mais pé no chão de toda a mitologia do personagem.

EditarGeoff Johns dá todo um novo contexto ao personagem. Apesar de ser meio clichê essa questão de “garoto problema”, construir os laços familiares de Billy por meio da adoção dá um ar de novidade ao mesmo tempo que trás diversidade de uma forma divertida.

A arte de Gary Frank é de encher os olhos. A riqueza de detalhes e a construção das cenas enriquecem a história, nos deixando admirados, assustados e por vezes façam rir. Desde uma visita ao tigre no zoológico, noquebra-pau entre o herói e seu nêmesis, a história tem uma identidade, trazida principalmente pela arte.

Neste encadernado além da história, temos também capas variantes de artistas Shane Davis e Ivan Reis, além de concepts e anotações do próprio Gary Frank. Em pouco mais de 190 páginas somos apresentados à mitologia de Shazam, sua fonte de poder, inimigos, e principalmente a sua família, tão fundamental para o herói quanto a própria magia.

facebook comments:

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here