“Por falta de um prego perdeu-se a ferradura; por falta da ferradura perdeu-se o cavalo; por falta do cavalo perdeu-se o cavaleiro, por falta do cavaleiro, perdeu-se a guerra. ”

A frase acima é um provérbio chinês muito antigo. Talvez você já tenha ouvido falar dele na forma contraída “Por causa de um prego se perdeu a guerra”. Pois bem, imagine você que por conta de um prego o mundo jamais conheceu o maior herói de todos os tempos. Sim, estou falando do Superman, e é disso que se trata Liga da Justiça: O prego

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Martha e Jonathan Kent precisavam sair, mas devido a um prego ter furado o pneu da camionete, eles foram obrigados a ficar em casa. O problema é que isso acontece na noite em que a nave do bebê kryptoniano Kal El chega à Terra. Em suma, o casal não encontra a criança que viria a se tornar Clark Kent.

Nos dias de hoje, Lex Luthor é o prefeito de Metropolis, e, provavelmente, o empresário mais influente em todo o mundo. A mídia inteira beija os seus pés e compra qualquer coisa que ele fala, incluindo o ódio que ele destila sobre os meta-humanos. Devido ao seu grande poder de persuasão, a população se rende ao que ele diz e a Liga da Justiça, que sem o Superman por perto é liderada pela Mulher Maravilha, deixa de ser tão querida assim.

A situação só piora quando um antigo membro do grupo, Oliver Queen, vem a público dizendo que os meta-humanos são falsários alienígenas. É então que o grupo começa a desconfiar que existe alguém controlando mentes para fazer com que eles sejam pintados como grandes vilões, servindo como distração para outra grande e verdadeira ameaça.

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E como desgraça pouca é bobagem, a cada momento que os vilões estão infernizando a vida dos mocinhos, a imprensa sempre está a postos, mas em todas as ocasiões captando ângulos fora do contexto, que torne qualquer um deles culpados.

A trama foi escrita e desenhada por Alan Davis, que começou na DC Comics ilustrando Batman e os renegados, a arte final ficou por conta de Mark Farmer (responsável pelo roteiro de Legião do Superboy, desenhada por Davis), enquanto que as cores estão nas mãos de Patricia Mulvihill (Batman, Mulher Maravilha, 100 balas).

O roteiro de Alan Davis é fora da realidade, é uma espécie de “O que aconteceria se…”, todavia todos os personagens são tratados com o imenso respeito, sem deturpar nada. Se o roteiro é bom, a arte não fica nada para trás. Os traços são bem feitos, ricos em detalhes em quadrinhos limpos e de fácil entendimento, casando bem com o roteiro e com cores bem vivas.

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Capa de Superman #013 (1941), extra da edição lançada pela Eaglemoss

O arco já foi publicado pela editora Mythos entre dezembro de 2002 e fevereiro de 2003, em três parte e atualmente encontra-se disponível em livrarias, comics shop e bancas de jornais, na coleção de encadernados da Eaglemoss. Essa nova publicação vem com o extra Superman #013 de 1941, onde Jimmy Olsen (que tem grande importância em O Prego) faz sua primeira aparição.

O preço é de R$44,99, um pouco salgado, mas que vale à pena. Primeiro que a estória é muito boa e não precisa ser um grande conhecedor do universo DC para ler, pelo contrário, é uma ótima porta de entrada. Segundo que não há previsões de relançamento para o arco tão cedo.

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