A partir dessa semana daremos início a resenhas semanais de encadernados DC Novos 52 e Marvel Nova Marvel publicados pela Panini. Isso além dos já tradicionais vídeos de análise semanais e resenhas de conteúdo nacional e autoral, então fiquem ligados no Retalho Club.

  • Capa dura: 164 páginas
  • Editora: Panini (25 de abril de 2016)
  • Idioma: Português
  • Dimensões do produto: 26,4 x 17 x 1,2 cm
  • Peso do produto: 499 g

 

 

 

 

Aproveitando o clima chegou a vez de Mulher-Maravilha Sangue! A heroína mais famosa dos quadrinhos ganhará seu primeiro filme solo no dia 1 de Junho então nada mais justo do que decifrar os detalhes de uma das versões de origem da princesa Amazona.

MULHER-MARAVILHA-SANGUE.png (1000×700)

“Antes de ser uma heroína, a Mulher-Maravilha sempre foi uma nobre guerreira. E, antes de ser uma guerreira, sempre foi uma deusa. Mas nem mesmo ela, um dos indivíduos mais poderosos e sábios da Terra, faz ideia de qual é sua verdadeira história. E o que essa revelação acarretará na vida da Princesa Amazona pode dar um fim prematuro á carreira da defensora da justiça… e à humanidade inteira!

Em meio a esse turbilhão que ameaça engolir tudo ao redor, a Mulher-Maravilha ainda terá que encarar uma guerra travada por deuses mais antigos e bem mais cruéis que ela. Seres que se importam muito pouco com o que suas ações causam no dia a dia dos “insignificantes mortais””

E é a partir dessa misteriosa sinopse que a história se inicia. Em uma cena agitada conhecemos Zola, personagem essa que carrega em seu ventre um filho de Zeus. Ser mãe de um filho do deus dos deuses torna Zola um alvo de poderosos inimigos que ela nem mesmo conhece. Afim de protege-la, Mulher-Maravilha e o deus Hermes são designados como guarda costas da futura mãe.  Ao mesmo tempo, Hera, mulher de Zeus, decide que não irá deixar que seu marido tenha mais um filho bastardo com uma mortal e recebe a ajuda de sua filha Discórdia para realizar seus planos. Durante toda essa trama temos o desenvolvimento de Diana como personagem em busca de sua origem. É  dito por Hermes que a Amazona fora criada do barro por Hipólita, que era infértil, mas desejava de todo coração uma filha, sendo assim, após terminar uma escultura de barro de um bebê, implorou aos deuses que a dessem vida, e assim foi feito. Ao menos era o que todos acreditavam…

A arte de Cliff ChangeTony Akins, consegue dar um toque especial a história. Não há traços hiper-realistas, na verdade temos uma mistura de cores e traços menos firmes e mais disformes, mas não ruins. Os desenhos possuem personalidade, mas não tomam a atenção do leitor, são um complemento. Os cabelos da personagem são bem mais cacheados e seu porte físico mais avantajado. Embora fique evidente a mudança de artista entre uma edição e outra você provavelmente não irá se descontentar com nenhum dos dois.

Quanto ao roteiro de Brian Azarello, ele é competente. É uma grande responsabilidade escrever o roteiro de um personagem da trindade da DC, qualquer decisão precipitada, um passado não respeitado ou um casal destoante (coff…coff…) pode gerar revolta nos mais assíduos leitores. Há sim mudanças, mas mudanças boas.  Azarello além de mudar a origem da personagem, decidiu criar personalidades e linhas familiares completamente originais para os deuses gregos, e como ficou? Muito bom. Os personagens são envolventes, quando uma personalidade forte se choca com outra o desenvolvimento é muito bem feito e isso gera uma história dinâmica e de fácil acepção, não deixando o ritmo lento e se preocupando constantemente em desenvolver suas tramas com uma ligação simples e direta.

O escritor também abusou de seres mitológicos e batalhas com elementos gregos, como escudos, arcos, espadas e tudo que as Amazonas tem direito. Mas nem tudo são flores em Mulher Maravilha Sangue.  Algumas ações não possuem consequências e em determinado momento, após mortes, vemos personagens discutindo como se nada tivesse acontecido, tirando o peso da morte de ente queridos. Além disso, mesmo que na maior parte do tempo o ritmo seja agradável, alguns personagens são apresentados com pouco desenvolvimento e isso torna os momentos rasos e suas ações não justificadas. Os que possuem destaque são bem desenvolvidos, já outros não possuem profundidade nenhuma.

A sensação que fica quando terminamos o encadernado é de que tudo que lemos é um prelúdio para o volume seguinte. A HQ termina com um ‘cliffhanger’ que irá te deixar louco para ler a próxima história e empolgado com o que está por vir. Em suma é uma história prelúdio, prometendo uma sequência realmente digna da personagem e por isso ‘Sangue’ não é tão grandiosa quanto poderia ser.

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