Em 2010 a DC Comics anunciou uma série de graphic novels intituladas como Terra Um onde elas recontariam as origens de grandes personagens da editora. Títulos como Superman e Batman Terra Um foram um sucesso de críticas e em novembro de 2014 chegou a vez dos Titãs ganharem sua releitura.

Sendo lançado no final de 2014, Jovens Titãs: Terra Um é escrita por Jeff Lemire e desenhada por Terry Dodso, a HQ conta a história de quatro jovens – Tara, Victor, Garfield e Joseph – que não possuem semelhança nenhuma, seja por suas personalidades, status no colégio ou seus relacionamentos com suas famílias, mas tudo isso muda quando ambos os jovens estudantes precisam se juntar para descobrir seus passados, e o pior, o seu futuro.

Caso você não saiba, os personagens citados acima são nada menos que os heróis: Terra, Cyborg, Mutano e Jericó, porém não os mesmo que você já está acostumados na histórias da DC. Com a origem de todos sendo contadas de uma forma única e diferente, Lemire  ousou em não só mudar as etnias de certos personagens como também deixar uma impressão mais realista nesse universo.

O que mais me chamou a atenção em Jovens Titãs: Terra Um foi toda a vibe de Clube do 5 com um pouco de sci-fi – em relação aos descobrimentos de seus poderes, é algo que se adaptassem para o cinema dessa forma seria ainda mais interessante do que a forma que esperamos que algum dia aconteça.

Apesar dos pontos positivos da nova formação dos Jovens Titãs, as rápidas aparições da Ravena – que nessa história aparenta ser uma chave que desencadeia boa parte dos futuros eventos da HQ – e ausência de personagens como Estelar, Robin são notáveis e acabam deixando o desenvolvimento da química entre os heróis um pouco “capenga”.

Os desenhos de Terry Dodso não podem deixar de serem citados. Como uma história voltada para um público jovem, a arte não devia ser diferente: com cores leves e traços cartunescos, Dodso cria uma harmonia agradável ao leitor e dá uma identidade única para a graphic novel.

Por fim, Jovens Titãs: Terra Um cumpre seu papel como uma nova releitura dos personagens, as mudanças feitas são muitas e podem te assustar na primeira vez em que você se depara com certas situações, porém, são interessantes de ver o resultado e como Jeff Lemire teve total liberdade para começar do zero.

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