• Capa dura: 144 páginas
  • Editora: Panini (8 de junho de 2015)
  • Idioma: Português
  • Dimensões do produto: 26,2 x 17,2 x 1,4 cm
  • Peso de envio: 558 g

 

 

 

“Atingido por um raio e banhado por produtos químicos, o perito da Polícia de Central City Barry Allen foi transformado no Homem Mais Rápido do Mundo em um piscar de olhos. Mas há coisas que até mesmo o Flash não consegue vencer na corrida! Depois de anos em busca de uma vingança, um dos mais antigos amigos do herói volta à vida de Barry com inimigos implacáveis em seu encalço – uma multidão imbatível que parece crescer mais rápido do que o Flash consegue detê-la. E, na prisão de segurança máxima chamada Iron Heights, o adversário mais poderoso do Velocista Escarlate planeja sua fuga, sonha com desforra e se prepara para colocar o herói no gelo… para sempre!”

“Flash: Seguindo em Frente” é o primeiro arco do velocista escarlate nos Novos 52! e foi escrita e ilustrada por Francis Manapul e Brian Buccellato. A princípio o volume não é nada grande, o plot é desenvolvido com um pouco de pressa, cada página contém uma grande quantia de caixas de diálogo que exigem a obrigação de serem lidos com atenção porquê envolvem explicações de tudo que virá, isso pode gerar uma sensação de cansaço mesmo com poucas páginas, mas é tudo muito interessante de se ler e entender, principalmente porque nessa nova jornada, o Flash começa a aprender a usar sua super velocidade não apenas para correr, mas para pensar! Isso gera um envolvimento maior entre o leitor e o personagem, pois aprendemos junto a ele.

Porém, para manter o leitor dentro desse mundo e com clara compreensão de tudo, Brian adquire um vício de escrita evidente e um pouco cansativo, em todo início de capítulo algum narrador re-explica todos os acontecimentos anteriores, mesmo que eles tenham sido realizados nas últimas páginas, isso com certeza é aceitável em um sistema de lançamento mensal, porém ainda assim é uma grande subestimação do leitor, não é tão difícil entender tudo que envolve o plot e se recordar de acontecimentos importantes da trama, na verdade, isso é essencial em qualquer arco e todo leitor já adquiriu essa incrível habilidade.

Por outro lado, a construção da história é muito interessante, não existe um antagonista explicito e tudo tem um clima de perseguição constante, a relação do Flash com essa aventura é pessoal e muito bem explicada por flashbacks bem inseridos. Destaque também para a demonstração de poder do herói, o Flash sempre foi um dos personagens mais poderosos da DC e mesmo assim sempre ficou com uma aparência de limitado, com exceção de alguns episódios da ótima animação da Liga da Justiça de Bruce Timm. Esse seu poder tão grande é justificado por questões físicas, a velocidade tem conexão com diversos fatores físicos que em grande escala podem causar um estrago gigantesco. Isso vai de viagens no tempo, super velocidade (óbvio), vibração molecular, reação em femtossegundos, capacidade de criar barreiras e muitos outros poderes, e é só em Seguindo em Frente que podemos ver o Flash usar tantos poderes em grande escala.

Um fator que deixa toda essa emoção mais forte é a arte de Francis Manapul, com traços muito bem definidos e um uso de sombra e luz bem cartunesco, mas que deixa uma sensação de modernidade. A arte brilha mais nos momentos de ação, o que é notável já que o artista tem o trabalho de desenhar um personagem velocista em movimento de forma convincente e digna, além do mais, como se ilustra um ser que mal pode ser visto? Esse mérito não é exclusivo de Francis, todos os autores que passaram pela jornada do personagem em diversos títulos ao longo dos anos, tiveram que exercer essa difícil função de desenhar movimentos super rápidos de forma que o leitor pudesse entender a ação do personagem e ainda se maravilhar com os traços do artista.

Outro fator que deve ser indicado é a capacidade do autor de inserir sem nenhuma criatividade a explicação da origem dos poderes do herói. Os Novos 52! foi um reboot dos títulos da DC mas não foi um reinício das histórias em si, ou seja, nenhum título se inicia com o personagem ganhando poderes, perdendo os pais, ou ganhando um anel, os arcos já acontecem aceitando essa origem e prosseguindo a partir dela. Cada autor ficou responsável por decidir como estabeleceria a origem durante o tempo em que o arco se passa, seja por flashbacks, referências ou até mesmo justificativas diretas em alguns arcos. Scott Snyder escolheu fazer isso com dois arcos muito bem elogiados, A Corte das Corujas e A Noite das Corujas, o arco em si já desenvolvia a história de Gotham e o escritor aproveitou para contar um pouco de onde veio o Batman.

Já em Flash, o autor escolheu por criar um flashback na cabeça de um terceiro de forma em que envolvesse a história com a origem do herói indiretamente, apenas estabelecendo em uma questão de tempo que quando o Flash ganhou seus poderes outras coisas já estavam acontecendo. O que vem a cabeça após ler esse trecho é “ok então foi assim que aconteceu, vamos para a próxima página“. Não interfere em nada na história e muito menos na visão que o leitor tem do arco, e com certeza esse não era o objetivo do autor.

Mas apesar dos pesares, Flash: Seguindo em Frente é um arco muito interessante de ler, graças a arte e a história que é bem desenvolvida e estruturada, dando atenção a todos os personagens ao mesmo tempo em que o protagonista vai conhecendo mais de si mesmo. Outro fator que fortalece a qualidade do volume é o uso de poderes do herói que é muito bem explorado e finalmente coloca o Flash no patamar que merece.

Você pode comprar o volume clicando aqui.

facebook comments:

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here