• Capa dura: 124 páginas
  • Editora: Panini (20 de janeiro de 2016)
  • Idioma: Português
  • Dimensões do produto: 26,6 x 17,2 x 1 cm
  • Peso de envio: 440 g

 

 

 

“Heróis revolucionários ou perigosos terroristas? Com a mais recente vinda da Fênix à Terra, tudo mudou para os Fabulosos X-Men. O professor Xavier está morto, Ciclope e sua equipe foram declarados fora da lei, e começaram a surgir vários novos mutantes por todo o planeta. Mas essa nova etapa na vida dos Homo superior traz à tona um velho pesadelo: robôs Sentinelas saem à caça dos Filhos do Átomo e tudo que eles protegem. E, enquanto Ciclope e Emma Frost tentam reaprender a usar suas habilidades descontroladas pela Força Fênix, Magia descobre que está forte como nunca e Magneto se empenha para provar que, mesmo enfraquecido, ainda é o Mestre do Magnetismo! Pelas mãos dos aclamados Brian Michael Bendis e Chris Bachalo, uma série que redefiniu os X-Men!”

X-Men revolucionários que discursam para o público seus ideias, organizam um movimento e ainda liderados por um dos mutantes mais memoráveis, o Ciclope, tinha tudo pra dar certo não? Pois é, e teria dado mesmo, pois a parte revolucionária do volume é bem desenvolvida, os personagens tem seus motivos completamente compreensivos e personalidades fortes que movimentam a trama, o problema é que depois de algumas páginas começamos a perceber que nada daquilo tem um objetivo, nenhum ponto aonde os personagens devem chegar. Entendemos que há uma revolução, que há conflitos e que esses personagens tem problemas a resolver, porém, nenhum deles é realmente resolvido. Se fizermos uma comparação simples entre os protagonistas antes e depois do volume, nós veremos que eles não mudaram absolutamente nada. A sensação que isso deixa no leitor é de puro desperdício de tempo, um volume inteiro feito para apenas apresentar esse novo título sem nenhum objetivo de criar uma história mesmo que episódica (apenas para um volume) para ao menos entreter. Esse é um grande problema que define o volume, mas pelo menos é o único.

Apesar da trama sem nenhum objetivo, o roteiro é interessante, os personagens estão em constante conflito interno e social e isso gera bons diálogos e boas relações. O volume também descarta a preguiça de referenciar acontecimentos de outros títulos e pega para si a responsabilidade de explicar para aqueles que não acompanhavam as histórias anteriores, o que aconteceu e o que levou esses personagens a chegar aonde estão. Inclusive os motivos desse caminho são motivos de discussão constante e isso nos mostra mais de quem são esses personagens e até escolher lados.

Porquê sim, você terá que escolher lados nesse volume. Isso pois, como diversas outras hqs dos X-Men o preconceito está presente e mais atual do que nunca, desde inconformação familiar até violência gratuita por oficiais de polícia. Isso sem contar com as Sentinelas sendo mandadas para cima dos “heróis” em lugar publico. Mas não é aqui que você terá que escolher lados, porquê convenhamos que apoiar a violência contra inocentes (ta virando crime nascer mutante?) é errado. O ponto é quando vemos outras equipes interagindo com essa, o quanto os Fabulosos X-Men são odiados por outros grupos, inclusive de mutantes. Apesar do objetivo nobre de salvar os que são odiados por nascerem assim, Ciclope e os outros trilharam um caminho sombrio que deixou mortes. Cabe a você leitor definir se eles são culpados ou não.

Já a arte de Bachalo é um caso complicado, em algumas páginas apresenta qualidade gráfica ótima e ameaça se tornar o brilho visual do volume, já em outras, destoa do roteiro e se torna um mero detalhe. Isso talvez se deva ao problema de diagramação dos quadros que são muito cortados por página deixando pouco espaço pra arte que ainda tem que dividir com caixas de diálogo. Outro fator preocupante da diagramação é a falta de criatividade descarada que assola o volume, se pararmos para prestar atenção apenas nela, poderemos ver que depois de algumas páginas o padrão se repete, e isso não seria um problema se ela estivesse em um estilo comum, a questão é que ela é tão única de diferente que fica difícil não perceber.

Mas não se acanhe, Fabulosos X-Men é um volume promissor e por mais que esse primeiro passo não tenha sido dos melhores, ainda assim apresenta um potencial interessante. Veremos aonde Bendis deseja levar esses personagens (já que aqui não levou a lugar nenhum) e torcer pra que Bachelo tenha mais liberdade gráfica para expressar sua arte e mostrar o porquê é digno de desenhar os lendários X-Men.

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