Liga da Justiça já estreou e uma das reclamações que alguns fizeram foi a falta de foco em personagens femininas, além da polêmica envolvendo o figurino das amazonas no filme em comparação com Mulher Maravilha. Pensando nisso, organizamos um dossiê sobre a figura feminina com o maior peso da história das HQs: a Mulher Maravilha!

ORIGEM

Criada em 1941 por William Moulton Marston, em conjunto com suas duas esposas, a criação da personagem é tão emblemática quanto sua origem fictícia, uma vez que é a primeira heroína de sucesso numa indústria de quadrinhos repleta de personagens femininos. Um debate muito acalorado sobre sua criação é o quanto da personagem foi idealizado por William Marston, e quão profunda foi a participação de Elizabeth Marston, uma das esposas de William, nesse processo de criação.

A origem da Mulher Maravilha varia de inúmeras formas ao longo de sua trajetória, mas o consenso geral é de que Diana Prince é o presente dado por Zeus a Hipólita, rainha das Amazonas. Em algumas história sendo uma semideusa, em outras uma deusa, mas seu nome é uma clara menção à sua origem divina: Diana, nome romano para Ártemis, deusa grega da lua e da caça, que segundo a mitologia, não permitia que homem algum a visse. Residente na Ilha de Themiscyra, ilha sagrada das Amazonas, distante do mundo dos humanos e sem a presença de homens, Diana vê seu lar ser acidentalmente invadido por Steve Trevor, piloto das Forças Aéreas Norte-americanas. Após o confronto inicial com o diferente, Diana vai ao mundo humano e após enfrentar uma série de provações, torna-se a Mulher Maravilha – “Embaixadora no mundo do patriarcado”.

PODERES

Muito embora os poderes específicos mudem bastante de acordo com as histórias, mas tendo em vista que a personagem possui descendência divina, alguns de seus poderes são super forçasuper resistênciasuper habilidadereflexos sobre-humanosimortalidade por causas naturaisvooomni-linguísticasuper inteligência, entre uma série de outras habilidades que a colocam como um dos membros mais fortes da Liga da Justiça. Não só por seus poderes, mas também por seus posicionamentos e sua origem, Diana Prince esteve associada com a imagem do movimento feminista desde sua origem, tornando-se assim um dos ícones do feminismo.

MELHORES HISTÓRIAS

É extremamente difícil listar as melhores histórias da Mulher Maravilha, tendo em vista a complexidade da personagem e suas várias facetas, exploradas e aprofundadas de maneira diferenciada. Sendo assim, listamos aqui três das mais icônicas:

  • A Lenda da Mulher-Maravilha: Repaginação da origem lançada em 2015, traz a saída de Diana para um mundo em plena Segunda Guerra Mundial, resgatando os valores morais da heroína e trazendo também os horrores da Guerra.
  • Mulher-Maravilha – Hiketeia: Lançada em 2002, tem como mote principal o embate de ideias entre Mulher-Maravilha e Batman, especialmente no que diz respeito às suas visões diferenciadas de justiça.
  • Mulher-Maravilha – O Espírito da Verdade: De autoria dos ícones Paul Dini e Alex Ross, essa HQ mostra o choque entre a visão idealista de paz e bondade pregada por Diana em seus primeiros anos como embaixadora, e a realidade violenta de um mundo marcado por conflitos e egoísmo típicos dos homens, bem como os caminhos que ela usa para tentar suplantar essas situações.

 

Sendo assim, podemos concluir que apesar da multiplicidade de pontos de vista acerca da Mulher-Maravilha, um ponto é bem claro: a mensagem de emancipação e independência feminina que a mesma traz, bem como toda a carga emocional e idealista, com a jornada e os valores heróicos gregos que a mesma herda de seu nascimento e formação.

 

facebook comments:

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here