Acompanhar uma história em quadrinhos é algo que pode ser um tanto complicado ou confuso para quem não tem tanta familiaridade com o formato de publicação das histórias. A DC ao zerar suas edições e iniciar o seu Renascimento, pensou nisso como uma maneira de atrair novos leitores sem perder a freguesia fanática, que por sinal não estava lá tão contente com a fase anterior da editora.

Um belo sinal de como esse ajuste deu certo está na mais nova fase das HQs do Batman, que teve a sua edição lançada no Brasil no final do mês de abril. Qualquer leitor que já gostava das histórias do herói de Scott Snyder irá rapidamente se familiarizar com a história apresentada por Tom King e quem jamais leu uma aventura do Morcego, se prepare para se prender e já esperar as continuações nos próximos meses.

Na edição de lançamento aqui pro Brasil, a Panini compilou as duas primeiras histórias do Morcego no novo Universo da DC: Batman Rebirth #1, essa que introduz o herói e apresenta os novos conceitos que serão explorados futuramente. Já Batman #1, é onde teremos o começo do primeiro arco do Batman.

Nessa primeira edição, que contou com a parceria de King e Snyder (esse se despedindo das histórias mensais do Batman), podemos ver o que teremos de novo nesse Morcego “Renascido”, já que King aparenta gostar de leva-lo ao seu limite. Batman começa a sua segunda salvando a cidade, na terça treinando o seu corpo abaixo de um heliporto e na quarta já se preparando para o combate e na quinta realizando a missão. Convenhamos, tamanha adrenalina deixa qualquer leitor empolgado para ver qual será o próximo passo do Morcegão.

Também temos uma grande reformulada no Homem-Calendário, que convenhamos nunca foi um grande vilão. Apesar de não ter um momento grandioso na história, King cria um conceito interessante em relação ao seu nome e que pode gerar grandes histórias no futuro. A história ainda apresenta Duke Thomas como um novo side-kick do Batman, com um visual um tanto diferente dos outros membros da Bat-Família, mas que logo deve cair nas graças do público.

Chegando na edição Batman #1, que inicia o arco Eu Sou Gotham, eu já estava completamente preso naquele novo universo. Acompanhamos o Batman em mais momentos de pura adrenalina, como por exemplo parar um avião no céu de Gotham. Mas ao chegar no final da edição, bateu uma coceira na cabeça pois a história se resumiu apenas a isto. Até mesmo o Duke Thomas que roubou cena anteriormente não apareceu muito aqui, tendo apenas um momento de Oráculo e ajudando o Batman pelos bastidores. Claro, é apenas uma edição de várias outras que terão pela frente dentro deste arco, porém uma aprofundação no que está acontecendo seria mais interessante do que apenas um avião caindo e o Batman indo lá tentando parar.

A arte é excelente, com Mikel Janin dando um toque de familiaridade aos traços de Greg Capullo em Rebirth #1 e já em Batman #1 temos David Finch fazendo quadros que levam até uma pagina inteira só do Homem-Morcego realizando alguma ação que poderiam ser muito bem um wallpaper de celular.

No final das contas, esse é um ótimo começo dentro de um universo promissor que renderá grandes e marcantes histórias. Seja você um leitor da velha guarda ou um fã que está vindo depois de jogar algum game da série Arkham ou gostou dos filmes recentes do herói, esta edição é sem dúvidas mais do que recomendada para você!