• Capa dura: 144 páginas
  • Editora: Panini; Edição: 1ª (28 de maio de 2015)
  • Idioma: Português
  • Dimensões do produto: 26,6 x 17,6 x 1,2 cm
  • Peso de envio: 481 g

 

 

 

“Sob as águas que cobrem a Terra, Aquaman reina supremo. Mas, no mundo da superfície – um mundo que ele e a bela e fatal Mera lutam para proteger – o Rei dos Mares está fora de seu elemento. A humanidade o despreza e o desrespeita, da mesma forma que faz com o oceano que ele comanda… Porém, uma nova ameaça aterrorizante emergiu do abismo negro quilômetros abaixo da superfície. Lá, nenhuma luz alcança, e apenas a fome e o ódio conseguem sobreviver. O Fosso acaba de ser aberto, despejando seu horror, e Aquaman precisará fazer uma escolha que vai contrapor a sobrevivência de uma espécie (a nossa espécie) à outra… ou o mundo todo será arrastado para o abismo!”

Antes dos Novos 52, quando se pensava no Aquaman, tudo o que vinha há mente era a versão da animação dos Super Amigos, um homem carismático em cima de golfinhos – pouco estranho?. A moral do personagem não estava alta e muitos se questionavam qual era a razão dos roteiristas ao inclui-lo na Liga da Justiça.

Mas quando a DC decidiu reinventar seus heróis e reiniciar a contagem de seus títulos, Geoff Johns ficou encarregado do Aquaman, e sua primeira história foi As Profundezas. Johns decidiu criar uma mitologia sombria e violenta para seu herói, ao invés de golfinhos, temos seres das profundezas que devoram humanos. Esse é o novo Aquaman.

Mas a história não é tão simples como herói x vilão. Aquaman também tem que enfrentar a humanidade! Mas não de uma forma física, na verdade sua batalha é provar aquilo que o próprio público vinha pedindo, qual a utilidade do Aquaman? Ao longo do volume, vemos zoações, falta de privacidade e inclusive desigualdade quanto aos atlantianos. É inevitável não concordar com Mera quando ela se questiona do porquê Arthur se esforça tanto para salvar esse povo.

Pra falar do vilão nós temos que entender que as criaturas do Fosso são seres induzidos aparentemente apenas por seus instintos, isso os torna perigosos e selvagens a um nível mortal. Por sorte, o herói tem a importante companhia de Mera que além de apoia-lo (a única, aliás) nas batalhas contra esses seres perigosos, também o ajuda a compreender o mundo ao seu redor. A química entre os dois é muito bem desenvolvida ao mesmo tempo em que cada um tem uma jornada de aprendizado separadamente.

Agora, verdade seja dita, Ivan Reis é o responsável pela forma como tudo isso é captado tão bem pelo leitor. Sua arte brilha principalmente nas páginas dentro d’água, quando apresenta Atlântida ou O Fosso. As criaturas inclusive, não teriam tanto impacto aterrorizante se não fossem seus traços, a criação física e estrutura óssea dão vida a um ser desafiante e medonho. Ivan conseguiu criar todo um ser da pior filme possível, e isso é um elogio.

Aquaman: As Profundezas veio pra consolidar o herói no panteão da DC. Além de reinventar o personagem, e criar uma mitologia Atlânte muito interessante, Johns e Ivan Reis fizeram um dos melhores volumes dos Novos 52 e um dos títulos que mais valeu a pena acompanhar!

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