Ame ou odeie. Em uma volta pela internet, é possível conhecer pessoas que realmente amam Sword Art Online, e outras que simplesmente não gostam. É raro achar um meio termo.
Publicado em 2009 e em contínua publicação, a light novel de Reki Kawahara conta ainda com adaptações em anime e mangá, ambos lançados em 2012.

A história de SAO começa com um jogo de realidade virtual de imersão total que carrega o mesmo nome, lançado em 2022. Com o capacete Nerve Gear, que estimula os cinco sentidos do usuário, o jogador controla seu personagem com a mente. Apesar da espera e o sucesso de vendas, os jogadores descobrem, in game, que estão presos em um mundo virtual mortal, onde, ao sofrer um game over, falecem no mundo real.

Para sair do jogo, é necessário alcançar o 100° andar e derrotar o boss final. Pra isso, Kirito Kazuto, um dos protagonistas e beta tester, decide alcançar seus objetivos sozinho, mas em seu caminho aparecem pessoas que se tornarão importantes para ele não apenas no mundo virtual.

Com uma história muitas vezes apressada e que pouco explora seu verdadeiro potencial, Sword Art Online encontra seus méritos nas relações pessoais e no carisma de suas personagens. A humanidade da comunidade do game é notável, ainda que em um mundo totalmente falso. Mas o ponto alto é visto na identificação com o público.

Vivemos em uma época em que, muitas vezes, nos tornamos pessoas totalmente imersas em um mundo virtual, e isso se torna mais comum em pessoas que buscam uma fuga da realidade que as cercam. A instabilidade emocional e saúde psicológica debilitadas tornam maior a busca pelo virtual.

Em um mundo totalmente criado e controlado por esse grupo de pessoas, a convivência consigo mesmas e com outros pode se tornar bem mais satisfatória. Ser quem quiser, fazer o que quiser e se relacionar com que quiser são possibilidades que esse “mundo ideal” pode proporcionar, assim como em Sword Art Online.

Na obra, diversas vezes, as personagens se questionam sobre a necessidade de abandonar aquele mundo, e ao passarem 2 anos ali, aquilo acabou se tornando uma segunda realidade.

Engana-se quem imagina que os motivos para tal são diferentes dos casos reais mencionados. O autor se preocupa em deixar claro que Kirito e Asuna são usuários de realidade virtual para fugirem do mundo real, cada um com seu próprio motivo.

É de conhecimento de todos que o mundo virtual não é cem por cento seguro e perfeito, mas para pessoas que sentem a necessidade de escapar da realidade, não existe defeito em um mundo que se tornou uma válvula de escape de um mundo tóxico.

  • Sn0w

    SAO é muito ruim. Enredo fraco, coisas sem lógica, personagens mal desenvolvidos, e por aí vai. É um anime muito superestimado.