Resultado de imagem para um instante de felicidadeTítulo: Um Instante de Felicidade
Autor: Federico Moccia
Editora: Planeta
Páginas: 352

Sinopse:  “O italiano Nicco enfrenta a passagem da adolescência para a vida adulta com muito mais sofrimento que seus amigos. (…) Em meio a esse turbilhão de emoções e acontecimentos, Nicco conhece uma encantadora turista americana nas ruas de Roma e percebe que a vida é curta demais para ser desperdiçada com lamentos sobre o passado. Com a bela Ann, ele embarca numa aventura romântico-gastronômica pela Itália e redescobre seu norte com instantes de felicidade. Impossível ler este romance do best-seller Federico Moccia, carregado de um humor característico da Itália, sem ficar com vontade de comer numa boa cantina italiana ao final de cada capítulo ou até de comprar uma passagem para Roma ao terminar o livro. Apaixonante!”

Nicco acabou de perder seu pai e, como se isso não fosse dor o suficiente, sua namorada Alessia decide que não quer mais estar com ele e o dispensa com um simples “sinto muito”. Trabalhando na banca de jornais de sua família e em uma imobiliária e, em seu tempo livre, lidando com suas duas irmãs com relacionamentos amorosos confusos, além de encarar o doloroso luto de sua mãe ao chegar em casa, o jovem italiano precisa unir forças para não perder a esperança.

Com a ajuda de seu grande amigo Ciccio, um grandalhão que, além de duas namoradas, vive xavecando e se engraçando com várias outras garotas por onde passa, Nicco tenta se distrair da ex por quem ainda é perdidamente apaixonado e de toda a responsabilidade que ganhou com a morte prematura do pai.

Ao jantarem fora em mais um dos esquemas misteriosos do melhor amigo – porque só Deus sabe a quantidade de contatos que Ciccio tem –, os dois conhecem Ann e Riley, duas americanas passando férias em Roma e o que deveria ser só uma noite divertida se tornou uma história de amor internacional.

Preciso começar dizendo que a melhor parte desse livro é a ambientação porque, como de costume, Moccia dá um show de referências culturais. De músicas (que eu fiz questão de ir pesquisando conforme a leitura) a comidas típicas, você sente um pedacinho da Itália a cada página e, mesmo com uma boa tradução e muitas notas de rodapé, as expressões e os diálogos continuam a nos fazer sentir estrangeiros nos detalhes.

Apesar da experiência gostosa de aprender um tiquinho de italiano a cada trecho de música que o quarteto ia escutando durante seu tour pela bela Roma, senti falta de me conectar mais com Niccolò e seus problemas. Por diversas vezes ele apresenta reflexões sobre o seu “papel” em casa sem o pai por perto e por várias outras questiona seu relacionamento com a namorada, seus erros, medos e a esperança de reencontra-la, procurando mostrar a angústia do término, mas o que me deixou especialmente ansiosa foi experimentar seu luto e não é como se o assunto não fosse citado algumas vezes durante a história, especialmente quando a mãe está presente, mas senti uma falta de profundidade muito grande nesse assunto, dando a sensação de preferência por sua decepção amorosa.

Me decepcionei com as personagens femininas já que nem Ann, e muito menos Riley em segundo plano, me apaixonaram como eu gostaria. As estrangeiras falam muito pouco durante o livro devido à dificuldade com o idioma e tornou muito difícil comprar um romance bacana entre Ann e Nicco, considerando que os diálogos são cheios de “não entendi o que ela disse, mas imaginei que fosse algo bom, portanto sorri”. Enquanto as outras mulheres mais presentes da história são meio alucinadas, ambas as irmãs em bolas de neves amorosas que querem que o irmão resolva por elas e as colegas de trabalho pouco resolvidas.

Por fim, nenhum dos personagens me agradou muito, já que não consegui engolir nenhumazinha das aparições de Ciccio e seu tratamento com as mulheres, seus esquemas elaborados com horários para cada namorada enganada e várias outros relacionamentos casuais aqui e ali como se fosse algo natural. Fiquei a desejar uma atmosfera onde o melhor amigo seja o parceiro com diálogos bacanas e a americana a garota simplesmente incrível por quem torcemos em um final feliz.

A história de Niccolò poderia ter ido além do carpe diem de viver uma aventura com duas estrangeiras e pontuar os pequenos momentos de alegria em busca da volta por cima, sinto que a premissa deu espaço pra muito mais sentimento do que o livro entregou.

A diagramação é simples e a capa não salta aos olhos, entregando o romance suave e doce que é com a escrita fluida típica do livro jovem adulto. O fim, apesar de basicamente amarrar as pontas soltas, deixa o principal com gostinho de sequência para uma duologia, como outros livros de sucesso do autor, portanto Moccia não peca na trama, muito menos na ambientação e narrativa – me deixando apaixonada pela gastronomia italiana –, mas sim na construção dos protagonistas dessa história de amor.

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