Livro: Fique Comigo
Autor: Jennyfer L. Armentrout como J. Lynn
Editora: Novo Século
Páginas: 384

 

Sinopse: Teresa Hamilton está tendo um ano difícil – ela está apaixonada pelo melhor amigo de seu irmão, mas ele simplesmente a ignora desde que se beijaram, um beijo verdadeiramente incrível e inspirador. Ela saiu de um relacionamento terrível, e agora uma lesão ameaça terminar sua carreira de bailarina. É hora do Plano B: faculdade. E talvez uma chance de convencer Jase de que o que eles sentem um pelo outro é real. Jase Winstead guarda um segredo do passado – além da paixão que sente pela linda irmã de seu melhor amigo. Embora ele e Teresa tenham uma atração forte, Jase sabe que suas responsabilidades devem ser prioridade. Certamente não tem tempo para um relacionamento. Entretanto, tudo o que ele consegue pensar é em estar com a única garota que poderia arruinar tudo para ele. Depois de uma tragédia no campus da faculdade, eles se aproximam mais e mais. É impossível continuar negando seus sentimentos. Jase e Teresa devem decidir o que eles estão dispostos a arriscar para estar juntos e o que estão dispostos a perder se não estiverem…

 

Resenha: Um livro que começa com uma pergunta. Quem não gosta de uma boa dose de curiosidade pra dar gás ao ler uma história? Essa, em particular, é um sinônimo disso. Desde o primeiro capítulo estive esperando descobrir qual era a raiz que ligaria os dois personagens, quer dizer, é muito normal ver romances desse tipo e a aproximação costuma ser rápida e cheia dos mais belos clichês românticos que adoramos, mas aqui não. Fazer um romance interessante não é uma tarefa fácil, mas elevar um clichê é um brinde que encontramos nas páginas desse livro. Eu não esperava achar aqui um um crush tão problemático que me remetesse a Dean Winchester, mas é impossível não fazer a associação de garotos malvados quando começamos a notar a diferença no comportamento de Jase para os outros. Muito complicado sair de um livro com personagens que são exatamente aquilo que esperamos para nos deparar com a riqueza de uma personalidade diferente logo nos principais.. realmente, a autora fez um ótimo trabalho em surpreender.

Do começo, pra ficar menos confuso: Quando chegamos aqui a maioria já sabe o que aconteceu com Teresa, sendo assim, esperamos um belo de um final feliz sem maiores dificuldades – a empatia segue os leitores – e não é exatamente o que encontramos, digamos que o livro começa com uma nova fase da vida de Tess, seguir os passos do irmão depois da lesão e terminar a faculdade, e então ela encontra Jase, não que ela fosse esquecer o primeiro encontro marcante, mas eu não estava esperando uma ligação e muito menos que ela viesse a crescer com o tempo. É um dilema, não é mais Tess que tem problemas em aceitar uma pessoa em sua vida, é exatamente o contrário e vê-la viver isso da maneira como aprendeu a ver a vida é como assistir uma criança crescendo. Tentativa e erro nunca foram o forte da autora que tende a tornar belas as fases mais problemáticas, mesmo que nem sempre eu considere isso uma coisa boa a ambientação em geral te leva a entender que todos eles cresceram, e essa é a melhor parte. O galã desse livro é um rapaz com alguns problemas para aceitar erros passados, carregando assim o peso da imaturidade infante no começo da vida adulta, o papel de Tess nesse caminho complicado é mostrar que mesmo que existam consequências elas não tem de ser levadas tão ao pé da letra, será que o tempo diminui o peso de um erro? Pelo comportamento de Jase inicialmente tive a impressão de que não, e aliás, não apenas não, mas é que nessas páginas do livro não é o carma que é uma vadia, é a culpa! E ela consome lentamente, diferente do carma que apenas vem e desintegra rápido e sem muito tempo para esperanças. Se você é fã de personagens que aprendem errando e são capazes de abrir mão de si mesmos para doar compreensão a pessoa que ama, esse é o livro certo para você!

A edição é excelente: folhas amareladas, grossas e sem detalhes nas páginas (pena, os detalhes nas páginas de outros livros da editora são lindos e acho que combinariam com a temática desta obra). A diagramação é simples, “limpa” e a capa, apesar de não ter me agradado pessoalmente, não é assim tão ruim. Para quem gosta um bom romance, com personagens humanos e acessíveis, está recomendadíssimo!

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