Título: A Última Camélia
Autora: Sarah Jio
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304

Sinopse: “Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o último espécime de uma camélia rara, a Middlebury Pink, esconde mentiras e segredos em uma afastada propriedade rural inglesa.
Flora, uma jovem americana, é contratada por um misterioso homem para se infiltrar na Mansão Livingston e conseguir a flor cobiçada. Sua busca é iluminada por um amor e ameaçada pela descoberta de uma série de crimes.
Mais de meio século depois, a paisagista Addison passa a morar na mansão, agora de propriedade da família do marido dela. A paixão por mistérios é alimentada por um jardim de encantadoras camélias e um velho livro
No entanto, as páginas desse livro insinuam atos obscuros, engenhosamente escondidos. Se o perigo com o qual uma vez Flora fora confrontada continua vivo, será que Addison vai compartilhar do mesmo destino?

 

Nos anos 40, Flora recebe uma proposta de emprego tentadora demais para resistir. Embarcando num navio para a Inglaterra, a americana têm uma missão: encontrar uma camélia rara para um golpista e com isso salvar sua família da falência. Para tanto, ela deve entrar na mansão Livingston como babá e recolher o último exemplar da flor no mundo.

Nos anos 2000, Addison é uma botânica nova iorquina, muito bem casada com o doce Rex quando um fantasma do passado a reencontra e volta a lhe assombrar. Quando a família do esposo compra uma propriedade na Inglaterra, ele quer ir até a nova mansão para se inspirar na escrita de seu novo livro e Addison aceita prontamente, pronta para escapar dos seus segredos.

A Última Camélia se divide entre passado e presente, nos apresentando duas mulheres incrivelmente diferentes, mas que se aproximam ao passarem um período na mesma casa, a misteriosa mansão Livingston.

As coisas se complicam quando ambas as personagens começam a investigar a morte da falecida Lady Anna, já que ninguém quer comentar sobre a morte dela no passado ou no presente, quanto menos sabem explicar a onda de desaparecimentos de mulheres que ocorreram próximos à década de 40, pontualmente antes de Flora também sumir.

O livro é narrado por Flora e Addison em capítulos alternados, o que se torna um recurso muito bacana ao fazer paralelos das mesmas descobertas em épocas diferentes e tecer as duas vidas, mas, ao mesmo tempo, essas transições me deixaram tonta para entender quando e como cada evento aconteceu. Afinal, além dos 60 anos de diferença de uma personagem para outra, ainda temos flashbacks para desenhar cada personagem e suas histórias pessoais. Isso foi no passado? No passado do passado? No passado da Addison ou da Flora?

Essa confusão se tornava ainda pior quando envolvia uma mesma personagem em dois capítulos seguidos em épocas diferentes, a exemplo da governanta da mansão, Senhora Dilloway, que é personagem frequente no convívio tanto de Flora quanto de Addison.

O livro vende tanto suspense que se estende demais, cansando a leitura e informando ou detalhando mais do que é necessário para o andamento do livro e me fazendo demorar bem mais que o normal para lê-lo. Quando o desfecho por fim chegou, todas as respostas foram um tanto vagas e simples demais, me impressionando muito menos do que eu esperava pela premissa criativa.

Apesar disso, a edição tem uma diagramação muito lindinha com camélias entre as passagens e fontes diferentes para cada personagem e o livro teve seus momentos brilhantes, como o relacionamento lindo de Flora com a família Livingston e a paixão de ambas as protagonistas por botânica, assim como o fascínio absurdo de Lady Anna por seu jardim, resultando em descrições de paisagens lindas e muitas curiosidades gostosas sobre jardinagem, inclusive detalhes e pistas que não passam despercebidas pelas protagonistas.

Por fim, e a personagem que mais me cativou foi Lady Anna, a única personagem que permanece morta durante o livro inteiro… e apesar da identidade do assassino ter sido óbvia demais pra mim, a autora ganhou credibilidade comigo pela criatividade das pistas do assassinato e pela pesquisa intensa sobre as camélias.

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