Os filmes de super heróis tomaram os cinemas com a virada do século e desde então são as galinhas dos ovos de ouro dos estúdios. Bryan Singer acreditou nos X-men, Sam Raimi no Aranha, a Disney na Marvel e a Warner na DC e com isso temos anos em que quatro filmes do gênero chegam aos cinemas. Isso é bom? Depende, cada pessoa pensa de uma forma.

Acontece que com a crescente atenção aos filmes de super heróis uma galera lá da Rússia resolveu fazer a super equipe deles, Os Guardiões, e o resultado é uma pataquada mal dirigida do jeitinho que algumas pessoas gostam (me incluo), isso é maravilhoso! É como se Batman e Robin (1997) encontrasse seu par perfeito na Rússia. Obrigada, Vladimir Putin.

Zaschitniki tem uma história que só funciona na mente de Andrei Gavrilov (roteirista do filme de acordo com o Wikipedia), os diálogos são tão forçados quanto o El Diablo chamando a Força Tarefa X de família no ano passado e as atuações russas contribuem ainda mais para a vergonha alheia desse filme, mas sobre isso falarei mais a frente. Em The Guardians um cientista louco ficou preso em seu próprio laboratório e acabou adquirindo uns poderes bem bosta e depois ele resolve meter o louco e destruir o mundo, o governo então resolve reunir uma equipe de pessoas com poderes (criados em laboratório pelo cientista louco) para salvar o mundo da destruição iminente.

A equipe recebe o nome de Guardians, obviamente, e é ai que o filme fica bom. Pensem em personagens sem desenvolvimento sendo interpretados por atores mais inexpressivos que Stephen Amell, pensaram? Pois saibam que é bem pior do que qualquer coisa que vocês tenham imaginado. Uma agente do governo que em todas as oportunidades possíveis vai fazer uma boquinha sexy que vai ser seguida de um close em suas nádegas super apertadas por uma calça de couro reúne a equipe e do nada eles já estão tomando uma surra dos capangas do vilão. Os Guardiões são formados por (deixo claro que só descobri o nome dos personagens agora conferindo no wikipédia): Ler, que tem o poder de manipular a terra tipo aqueles dobradores de terra de Avatar – A Lenda de AAng/Korra; Ursus Wildman, um homem urso que tem as pernas finas e sofre por ser uma besta sanguinária que bate nas pessoas sem sair uma gotinha de sangue (spoiler: ele tem uma forma final bem legal aonde ele vira o urso de O Regresso); Khan Windman, um cara que é meio Noturno e meio Flash que pra falar a verdade tem um poder bem confuso que não da pra entender se é super velocidade ou teletransporte e no Wikipédia é informado que ele faz as duas coisas e por último, mas não menos importante temos a maravilhosa ironia aqui  Xenia Waterwoman que fica invisível quando entra em contato com água (puta poder bosta) além de poder se mover normalmente sobre ela, tipo uma dobradora de água de Avatar – A Lenda de Aang/Korra. 

Essa equipe maravilhosa sofre em diálogos tão mal escritos que chegam a dar pena, as atuações são frias e dão a impressão de que russos são incapazes de expressar sentimentos. Os “menos ruins” dessa equipe são o Ler e o Ursos que fogem dessa rigidez o máximo que podem, o coitado do Ursos ainda sofre com um CGI bem precário por parte da equipe de efeitos visuais e direção. E por falar em direção, é uma vergonha.

Sarik Andreasyan é o diretor armênio que assina Zaschitniki e put* que pariu, que diretor ruim da porr*! O cara usa ângulos dignos de Os Dez Mandamentos da Record, só que pior e ainda insiste em soluções visuais que não funcionam ao serem retocadas pela equipe de efeitos visuais e pior, ELE ERRA EIXO DE CENA. Como uma pessoa consegue dirigir um filme errando no eixo, seja ele de câmera ou dramático (em Zaschitniki existem os dois tipos). Pesquisando mais sobre esse gênio da arte cinematográfica descobri que ele é muito competente dirigindo comedias de baixo orçamento que são massacradas pela crítica e que até dão um lucro razoável no cinema russo, fora disso o cara só faz bomba.

Depois de assistir Zaschitniki pela perspectiva de uma comédia de baixo orçamento (o CGI é precário, mas não é nem de longe o maior defeito do filme) eu amei o filme, é uma puta comédia #fodapacarai que ri dos filmes de super heróis e sua urgência em salvar o mundo. E digo mais, não assistir esse filme é um pecado que não deve ser cometido por NINGUÉM que acompanha os coloridos heróis Marvel e os depressivos heróis em eterna crise existencial da DC.

O carinha das pedras com a agente que faz biquinho.
A Sue Storm versão Ariel.
Pisa menos Flash com espadinha.
Quando o Zé Colmeia fica nervoso.
Amei esse filme.

Não preciso dizer que esse texto é cômico né? Mas de coração, gostei do filme exatamente pelo fato dele ser ruim.