Em 1993 a televisão americana era tomada pela detetive Scully e o detetive Mulder. Dois agentes do FBI que investigavam casos sobrenaturais pela América, completando o Arquivo X. E ao longo de suas dez temporadas, a questão de acreditar e de querer acreditar transbordou em um oceano de criatividade e da relação das nossas fés. Acreditamos todos os dias em algo, em um desejo interior, em algo que nos formou ou em um futuro melhor. Mas por que existem pessoas que perderam a fé?

Stephen Strange em Doutor Estranho é um cirurgião famoso, cheio de egoísmo e ambição. Strange acima de tudo perdera a fé. Quando sofre um acidente é surpreendido com um baque no que ele sempre teve, na estabilidade da sua vida e agora perdeu o mais essencial para a sua vida ao todo, afinal sua profissão o movia tanto em finanças como no que Strange era. Strange, como qualquer homem que perde algo, busca uma resposta, um sinal para superar isso, como um cético, Strange tenta a ciência, a tecnologia, tudo, mas mesmo assim nem a humanidade evoluída não conseguiu resgatar a “perfeição” de Strange. Estava caído.

E em frente a uma resposta, um homem que foi resgatado por uma força maior, ele mantem seu pensamento cético. E eu não falo de crenças ou não crenças, se acreditamos em uma divindade superior ou se todos os estudiosos e pesquisadores são céticos, mas de uma busca e um desejo da fé. Esse sentimento de acreditar não existe puramente em um ser divino, em como essa força nos criou e na espera de um futuro melhor trazido por essas criaturas, na cura de uma doença ou de um placebo, a fé existe em todos nós, ela não pode criar uma neblina nos nossos pensamentos, para acreditarmos veementemente em algo que está além do nosso alcance, mas ela pode nos ajudar, resgatar o que fomos algum dia. Eu quero acreditar.

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E Strange embarca na fé, ele encontra algo que está além do seu conhecimento, seu mundo da medicina é minúsculo se comparado ás artes místicas apresentadas pelo Ancião, uma figura poderosíssima que o guia para esse mundo mágico. Mesmo visitando dimensões e planos mais distantes, encarando de vez como a magia funciona e que aquilo é real, ele ainda é cético, o desejo de ter suas mãos de volta era o único que tomava conta de sua mente, Strange ainda continuava na escuridão.

E esse homem caído se depara com possibilidades além de sua imaginação, além do que ele conhecia, ele se vê tragado por toda aquela questão que excede a sua existência, em contraste vemos Kaecilius, um homem que fora em busca de respostas com o Ancião e a magia, mas acabou caindo. Como Strange, Kaecilius tinha ambição, tinha o desejo de algo superior e muito maior que ele. Kaecilius caiu nas sombras e nunca mais pode retornar.

E o grande ponto do retorno de Strange é uma ameaça global promovida por Kaecilius e outra entidade cósmica. É no momento que o antigo Doutor Stephen Strange adentra de cara nesse mundo místico que o perigo mundial surge, ele descobre a morte (O Ancião), sente as dores, almeja por mais e por fim descobre uma razão de continuar a lutar. Afinal, Strange era um médico, e todos os médicos tem seu juramento, um juramento de salvar vidas. Como uma criança que é guiada para um mundo fantástico ele idealiza algo. Strange sairia das sombras, talvez pelo destino, por forças maiores ou pelo próprio tempo ele foi levado para esse mundo e foi resgatado de algo que ele fora.

Acredite. Todos os dias precisamos acreditar em algo. Religião? Excelente, acredite em seus Deuses, Salvadores, Senhores, faça o bem por eles, por você, por sua consciência. Não há religião? Não precisamos de uma força mística para nos mover, acredite no futuro, na humanidade, em tudo que nós podemos fazer e as progressões do que o ser humano podem trazer. Acredite desde coisas pequenas como ficar com quem ama até o próximo passo da evolução humana. Como Strange, quando não acreditamos, caímos nas sombras, e entre as sombras precisamos de algo para nos resgatar, como Kaecilius, alguns podem ir para as sombras para sempre.

Precisamos acreditar. 

Eu quero acreditar.

 

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