Então esse é o tal “a Star Wars Story” produzido e formulado pela Disney. Quando George Lucas deixou a franquia de Star Wars como seu proprietário a vendendo por alguns bilhões para a Disney, muitos fãs ficaram chateados com a ação. Talvez  a produtora de filmes fosse violar de todas as formas capazes a franquia, produzindo novos longas e apertando a toalha do dinheiro pra faturar ainda mais.

Isso é inegável, hoje em dia vivemos pelos blockbusters, então todos os meses vamos no cinema e acompanhamos a estreia de novas sagas, reboots, continuações, bem, tudo para atrair mais fãs, dinheiro e afins. Star Wars retorna ás telas em 2015, com O Despertar da Força, agradando fãs, trazendo fãs e com a promessa de que em 2016 teríamos Rogue One, uma história de Star Wars, antecessora do Episódio IV: Uma Nova Esperança.

Rogue One veio despretensioso, com poucos trailers, um marketing não tão cheio de imagens, telas, spots, eventos e toda aquele alarde feito para Star Wars, e de forma brutal ele traz algo que não tínhamos há muito tempo, uma história original.

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Star Wars nunca fui só ação, nunca foi só religião também, sempre foi essa cisão, bem e mal. Eternamente. Desde a Trilogia Clássica foi difícil encontrar um episódio de Star Wars inédito e ao mesmo tempo nostálgico, Rogue One preenche esse espaço superior a Nova Trilogia e ao Despertar da Força, é inédito em vários sentidos e embora tenha uma nostalgia presente, propostas de roteiro já vistas anteriormente e certos clichês, ele amplia e expande, Rogue One é tudo de bom entre dois mundos.

Seu roteiro não é problematico, é na verdade simples e com propostas muito vistas anteriormente, o plot principal é desse grupo de rebeldes que planejam roubar os planos da estrela da morte, Jyn, que é sua protagonista, empenha vários papéis e tem um drama familiar que tenta humanizar o filme de certa forma, mas não é tão eficiente. Temos  dramas familiares presentes em Star Wars, esse conflito entre os rebeldes e o poder autoritário e a beleza do universo. Conhecemos novos grupos que já existiram, conhecemos novas histórias, novos personagens, novos momentos dessa linha de tempo que tanto perdurou pela saga e em uma qualidade exímia, como fã de Star Wars eu fiquei profundamente emocionado em ver aquela história em tela, aqueles momentos em tela, como fã de cinema eu fiquei deleitado de toda forma por ver um filme bom, sendo Guerra nas Estrelas ou não.

A direção de arte e a fotografia são notáveis, a imersão para dentro daqueles patamares é um dos pontos mais altos do filme, o filme não peca sendo um prequel de Uma Nova Esperança, o design, os controles, o técnico, as armas, tudo pertence a um universo viável de Uma Nova Esperança, não é mais tecnológico que seu sucessor e tudo isso ajuda demais na imersão da história. Junto aos detalhes técnicos da história ainda temos o elenco que é forte, que realmente dá tudo de si, mas peca em não ter personagens novos tão carismáticos. O filme vale por Tarkin, por Vader, por Mon Mothma, vale por nossos conhecidos, mas de certa forma deixa a desejar nos novos personagens. Tão descartáveis e sem carisma que podem desaparecer e não fariam falta, sua razão ali é empenhar aquela missão e infelizmente não criam laço nenhum com o telespectador.

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Rogue One é um dos melhores filmes da franquia de Star Wars, extremamente puro, extraído das minas do que Lucas tentou representar e ao mesmo tempo novo, inédito e bom ele nos presenteia com um dos melhores blockbusters do ano, com uma direção notável, uma direção de arte formidável, um roteiro simples e que funciona demais e uma história nostálgica e no ponto. Rogue One é um próximo passo para essas histórias, é uma bala definitiva da Força para que fãs ou não fãs, descrentes no universo proposto pela Disney finalmente acreditem no que pode vir por aí.

Star Wars voltou, finalmente. E como voltou.