Eu amo Esquadrão Suicida, poucas pessoas dizem isso com tanta tranquilidade. Amo a risada exagerada da Margot Robbie, os grunhidos do Jered Leto no Coringa mais odiado de todos os tempos e amo até o forçado “eu não vou perder outra família” do Chato Santana. Eu amo Esquadrão Suicida e ele é de longe o filme da DC que eu mais gosto de assistir, muito disso se deve ao fato do filme ser ruim.

Gostar do puro creme de milho de Hollywood pode te fazer uma pessoa culta e mais ligada ao cinema, mas o bom mesmo é gostar de cinema em geral. O meu diretor favorito é o consagrado e cult Roman Polanski, mas o meu filme preferido é o exagerado Matrix e digo mais, sem a a trilogia das Wachowski eu não teria assistido a trilogia de apartamentos do Polanski. Obrigada Matrix Reloaded e Revolution por me fazerem amar o cinema. E o meu caso de amor com filmes duvidosos não para por ai, eu sou a única defensora no meu ciclo de amigos da franquia baseada em video game que deu certo, Resident Evil.

Ali Larter (left) and Milla Jovovich star in Screen Gems' action horror RESIDENT EVIL: AFTERLIFE.

Resident Evil entrou na minha vida há dez anos atrás quando eu comecei a me apaixonar por zumbis graças ao odiado Zack Snyder e seu Madrugada dos Mortos, deixo bem claro que nunca joguei Resident Evil e não tenho interesse em jogar, o meu caso de amor é pelos filmes que são os meus guilty pleasures favoritos. O meu nível de fanatismo pelos filmes vai muito fundo, eu assisto os extras e sempre maratono toda a franquia quando o filme mais recente está para estrear e aguento os fãs dos jogos xingando a Milla Jovovich e o Paul W.S Anderson de todos os nomes possíveis.

Sempre pensei em cultura pop em geral como entretenimento cru, sem padrões  (salvo os quadrinhos que são como uma religião para mim) e assistir uma mulher badass chutando bundas em slow motion é muito bom, isso basta. Paul W.S Anderson sabe que entreter o publico é MUITO mais importante que agradar a crítica e isso o aproxima muito de Michael Bay, outro diretor expert em divertir pessoas e não críticos. Ao assistir um filme eu penso na trilha sonora, na montagem, na edição, no roteiro e em todo o processo que faz um filme e isso me basta. Eu odeio Batman V Superman, mas entendo quem gosta. O Superman de merda que temos nos cinemas agrada aquele cara que só quer ver porrada assim como a Alice, uma personagem que sequer existe nos games me agrada como uma chutadora de bundas badass do c*ralho. Isso é entretenimento!

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Odiar os filmes de Resident Evil não vai apagar os 15 anos de história que a franquia cinematográfica carrega, não vai apagar os mais de US$ 1.000.000,00 que ela lucrou ao estúdio e muito menos vai apagar os milhares de fãs de filme que existem. O universo da Marvel no cinema tem fãs chatos que o odeiam, eu sou a fã da DC que critica até o filtro das fotos que são divulgadas dos filmes. Mas a verdade é que isso cansa, tentar colocar na cabeça do fã do Superman dos cinemas que ele não é igual o Superman do Joe Shuster e Jerry Siegel cansa.

Vamos apenas nos divertir e deixar nosso senso crítico para filmes que dependem dele, como meu colega de site escreveu que o cinema ainda respira. Um pouco de diversão com o cérebro desligado não faz mal a ninguém, as Tartatugas Ninja no elevador são a prova disso e o Optimus Prime montado em um T-rex também.

Vá ao cinema e assista o Blockbuster do momento.

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