A franquia Power Rangers tem um lugarzinho bem reservado em nossos corações, afinal, quem nunca reuniu os amigos na infância e começou dizendo “eu sou o Ranger Vermelho” e chamou a garota que gostava para ser a sua Ranger Rosa? Essa é uma nostalgia que permanecia meio morta dentro de nós, já que não havia um material empolgante sobre a franquia. Mas isso mudou quando a Lionsgate anunciou estar produzindo um filme que seria um remake da série clássica Mighty Morphin e todos nós reascendemos o amor que tínhamos pelos Rangers.

O filme de 2017 veio com o propósito de honrar tudo que a franquia conquistou na TV durante os anos 1990 e 2000 e nada mais do que isso. Afinal, quem conhece Power Rangers sabe bem que a série nunca foi espetacular nos quesitos de trama, efeitos e atuações, conquistando o público justamente por ser simples e com ideias surreais.

É assim que podemos encarar esse remake de Power Rangers. O seu enredo é bem simples, porém ele consegue se destacar em relação a série, pois os protagonistas conseguem um bom desenvolvimento durante a trama e têm um grande carisma. Jason (Dacre Montgomery) é um dos que mais crescem durante o filme, provando ser um forte líder como Ranger Vermelho. Personagens como Billy (RJ Cyler), Zack (Ludi Lin) e Trini (Becky G), os Rangers Azul, Preto e Amarela, respectivamente, são outros que conseguem roubar a cena e possuem bons planos de fundo e claro, temos a doce e amada Kimberly (Naomi Scott), que não deve em nada para a sua versão original.

Porém, para que esse desenvolvimento possa ser feito, boa parte dos 120 minutos do longa são usados para estabelecer quem é cada um dos Rangers e isso acaba resultando em um filme onde praticamente não vemos os nossos heróis coloridos em ação e quando isso ocorre, acaba sendo por um período bem mais curto do que o esperado. Ainda assim, o filme não consegue explorar pontos interessantes sobre os personagens, principalmente a respeito da homossexualidade de Trini, mas acaba perdendo tempo em um drama pessoal de Jason.

Este novo Power Rangers também apresenta novos conceitos sobre a mitologia, deixando Zordon (Brian Cranston) com um papel mais interessante do que ser apenas uma parede que fala. A vilã Rita Repulsa (Elizabeth Banks) cumpre bem o seu papel e é uma boa ameaça, apesar de não ser tão extravagante quanto a Rita original.

Acaba não roubando a cena como deveria, mas ainda sim o nosso Alpha está ótimo!

Os efeitos especiais não impressionam e em vários momentos podem parecer um trailer de algum game de ação. Porém, não podia se esperar outra coisa de um filme de baixo orçamento e que convenhamos, não precisava ser um novo Círculo de Fogo. Porém eles acabam prejudicando a direção de Dean Israelite em seu último ato (que é muito boa em seu primeiro ato), onde toda ação fica confusa, fica difícil de saber o que está acontecendo e, quando você mal percebe, já acabou a luta.

A trilha sonora pode desapontar muitos fãs que esperavam ouvir o clássico tema Go Go Power Rangers!. Apesar de tocar no filme, tem uma aparição bem rápida e pouco aproveitada, dando lugar a uma trilha sonora genérica de um filme com heroísmo que já estamos cansados de ouvir.

No geral, esse é um bom filme sobre os Power Rangers e acrescenta coisas interessantes dentro da mitologia. O seu roteiro não é muito original, mas se nem a ideia da série clássica é original, por que o seu filme seria? O longa desenvolve bem seus personagens, mas acaba pecando por não ter tanta ação com os heróis em seus trajes e isso acaba deixando um gosto de quero mais e uma sensação de que poderia ter sido melhor. Fica a expectativa para que essa sensação seja correspondida em uma futura sequência!

O Retalho Club foi gentilmente convidado pela Paris Filmes para assistir ao longa em sua cabine de imprensa

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