“Nesta comédia de terror, um homem recém-casado tenta se aproximar de seu enteado, mas suspeita que ele seja um demônio.”

A Netflix está lançando cada vez mais conteúdo em seu catálogo, buscando atender os gostos e interesses de todos os assinantes. Então depois de Okja, O Mínimo Para Viver e outros filmes fortes mas com uma mensagem bem direta, temos uma distração.

É isso que o Pequeno Demônio é, uma distração. Não é um filme marcante, com uma mensagem bela ou atuações memoráveis, é apenas um filme de comédia bem feito, ao estilo sessão da tarde, a menos pelo contexto é claro. Digo isso pois, ao apresentar um garoto de 6 anos que vive o próprio demônio dentro de si, e buscar tirar humor disso, o roteirista e diretor Eli Craig assumiu uma difícil tarefa.

E ele teria tido sucesso se não fossem erros básicos. A falta de desenvolvimento de muitos personagens; a falta de continuidade de ações ou momentos, o que faz parecer que alguns minutos em que o protagonista passa em um grupo de terapia, ou na direção do colégio, entre outras cenas, pareçam apenas sugestões de uma boa ideia que é reduzida para um diálogo curto, e serve para desenvolver o personagem sem precisar usar a trama principal para o mesmo. Apesar disso, as piadas são boas e as falhas podem passar despercebidas sem maiores problemas graças ao carisma dos atores e as referências divertidas.

Agora falando da direção, temos outro problema. É inevitável terminar o longa sem a sensação de algo episódico, é tudo muito rápido, a cada 10 minutos uma cena se inicia e se completa focada no mesmo núcleo de personagens interruptamente, faltou dinâmica. Mas também há qualidades a serem apontadas, é muito gratificante ver que o filme entendeu o tom necessário e o usou com moderação adequada, fugindo do besteirol previsível e também não perdendo a graça. Sabe balancear bem entre os momentos mais sentimentais e tocantes e os mais escrachados, dando um bom tempo entre eles para que o público possa entender e se relacionar com tal.

É inevitável dizer também que os atores fizeram um bom trabalho, apesar de não ser um longa que exija muito dos mesmos. Mas há a destacar a impressionante atuação de Owen Atlas, um ator tão jovem conseguiu encarnar muito bem um ser demoníaco que busca infernizar (literalmente) a vida do seu padrasto.

No fim, Pequeno Demônio é uma boa mistura de humor negro e referências que são satirizadas a todo momento. Ainda mostra personalidade e se destaca no gênero pela proposta interessante e uma composição cautelosa e divertida.

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