Paixão Obsessiva é daqueles filmes típicos de vingança que estamos cansados de ver, com uma construção corajosa no inicio, mas que acaba se perdendo e caindo no clichê tanto em solução e desfecho, mas isso não é necessariamente uma tragédia anunciada.

Quando o casamento entre David (Geoff Stults) e Tessa (Katherine Heigl) termina, David consegue a guarda da filha do casal e deixa Tessa numa situação delicada. Para piorar tudo, David engata um romance com Julia (Rosario Dawson) uma mulher vitima de um relacionamento abusivo com o seu ex-companheiro. Essa nova situação deixa Tessa possessa. Julia tenta se adaptar na sua nova vida de madrasta e Tessa tentar formar um plano para acabar com a relação do seu ex-marido e assim conseguir reatar seu antigo relacionamento.

O filme começa com Julia na delegacia, sendo interrogada sobre seu ex-companheiro e do porque eles terem retomado contato, já que ela tinha conseguido uma ordem de restrição contra ele. Julia é acusada de ter assassinado ele. A história volta seis meses atrás, com Julia saindo do seu emprego para ir morar com seu noivo em uma cidadezinha. Logo a seguir a mulher conhece Tessa, uma mulher cheia de manias e com um amor possessivo e super protetor com a filha. A loira não gosta nada de saber que David já está com um novo relacionamento, ficando com um ódio mortal de Julia, chegando ao ponto de planejar uma “vingança” sem sentido, já que ela acusa Julia de roubar tudo o que é dela.

A trama no começo parecia ser corajosa e que iria abordar os abusos de uma forma mais clara, mas ele acaba ficando praticamente de lado e o filme cai na mesmice, com uma história simples, nada original e inovador. A única coisa que foi mostrada e que se destacou foi no relacionamento entre Tessa com sua filha, todo seu jeito absurdo de tratar a filha com rigidez e até chegar em um ponto que se torna humilhante. O mesmo caso acontece entre Tessa e a sua mãe.

As atrizes envolvidas fazem um bom trabalho, Rosario Dawson dá uma carga emocional interessante para a sua personagem Julia, que vai mudando conforme o filme e confrontando sua rival para não aceitar toda a sua armação. Katerine Heigl é o maior destaque do filme e faz uma vilã de dar arrepios. Fria, calculista, maquiavélica, irônica, possessiva, obsessiva e que faz o filme girar em torno da sua vilania.

A trilha sonora é boa, mas passa despercebida do público, a ambientação também é muito boa, com cenários não tão variados, mas que são convincentes. A diretora faz um bom trabalho, mas o filme se perde totalmente no seu final, com um desfecho no estilo de novela mexicana e uma conclusão mais clichê e ruim possível.

Confira o Trailer:

Paixão Obsessiva estreia hoje nos cinemas.