“Smurfette não está contente: ela começa a perceber que todos os homens do vilarejo dos Smurfs têm uma função precisa na comunidade, menos ela. Indignada, ela parte em busca de novas descobertas, e conhece uma Floresta Encantada, com diversas criaturas mágicas. Enquanto isso, o vilão Gargamel segue os seus passos.”

Os Smurfs e a Vila Perdida é centrado claramente no público infantil, assim como tantos outros filmes de animação, mas isso não significa que não possa ter um roteiro bom, ou ao menos aceitável. O roteiro de Stacey Harman (The Goldbergs), abusa de piadas constantes, sendo em grande parte inconvenientes e forçadas. Um tipo de comédia já superado a anos, e mesmo que o publico alvo não seja tao difícil assim de animar, um filme, independente de sua classificação tem como objetivo agradar a todos que o forem assistir, assim como qualquer outro produto, quanto mais agradar, mais lucro, mais chances de repetir a dose. Já vimos no universo das animações que não é tão difícil assim alcançar essa meta, Zootopia, Moana, Toy Story, são todos filmes que conseguiram uma receptividade positiva de grande parte de seu publico, não sendo todos de apenas uma faixa etária.

Além disso, as motivações dos personagens não são nada convincentes e recheados de furos de roteiro, como uma vila perdida a décadas, chegando a ser desconhecida até por seus integrantes mais velhos, que é encontrada por “acaso”, quando Smorfeette, em uma brincadeira com outros Smurfs, acaba por se perder e cair… de frente com a entrada para a vila! O pior fica para o uso de mapas, que mostram claramente que a tal vila “escondida”, está a um tronco de distância da vila Smurf, a pergunta que fica é, como ninguém nunca encontrou esse lugar?

Diferente de sua ultima adaptação cinematográfica, dessa vez o longa foi todo produzido em formato animado, sem interação live-action (OBRIGADO!), porém isso trouxe problemas consigo, a animação é mal texturizada. O visual exterior é lindo, abusando de floras coloridas, mas de perto, queremos que estivesse de longe. Isso porquê apesar do esforço para com a iluminação e questões físicas de movimento, a edição não consegue criar bonecos convincentes e a sensação de estar vendo um filme 2D é constante.

A trilha sonora de Christopher Lennertz (Mass Effect 3) fica com todo o destaque para si, alternando entre músicas naturalistas e eletrônicas, com certeza dando muito mais brilho ao ambiente e deixando grandes confrontos e momentos de tensão em algo bom. Pelo menos nos faz lembrar que é um filme para diversão.