O amor nos faz cometer loucuras, isso é inegável, até mesmo gastar todo dinheiro que lhe sobra para ir em um lugar perigoso e desconhecido, o diretor John Maclean faz sua estreia nesse pensamento, dirigindo e roteirizando um belo filme moderno de faroeste. O título original do longa: Slow West, já fala por si, um longa lento apesar da duração de 1h20 que conta com um humor sarcástico e belos elementos na história.

No século XIX em meio a expansão da fronteira dos Estados Unidos um jovem chamado Jay Cavendish (Kodi Smit-McPhee) cruza o país em direção ao Oeste para encontrar sua amada Rose (Caren Pistorius) que foi para lá se esconder junto à seu pai após ser acusada de cometer um crime. Nessa jornada, Jay conta com a companhia de Silas Selleck (Michael Fassbender) um mercenário que cobra $100 dólares para proteger o garoto até seu destino.

A decisão do diretor em mesclar mistério e jornada foi ótima, não sabemos muito dos personagens no começo do filme e com o passar do longa vamos acrescentando mais a nossa imaginação com novas informações que vão surgindo, seja por meio de diálogos ou flashbacks. A fotografia é um espetáculo a parte, as cenas são uma harmonia entre cor e luz, abordando de uma forma esplêndida cada cenário onde os personagens passam.

A trilha sonora pontual deixa tudo mais ambientado e imersivo, com toques clássicos que não nos deixa esquecer que estamos vendo um filme de faroeste, a música sabe quando agir e a hora de se calar, e John Maclean se mostra extremamente competente quando em seu filme de estreia consegue preeencher tão bem esses elementos técnicos.

De fato, Slow West não é um filme comum de faroeste, a trama gira em torno de Jay e Silas, em uma amizade que cresce gradualmente conforme as coisas vão acontecendo. O roteiro tem algumas falhas, onde elementos apresentados são deixados de lado e algumas coisas acontecem de forma conveniente, mas nada que atrapalhe a experiência quase poética do filme. As atuações convencem, e a dupla de X-Men Apocalipse (Kodi Smit e Fassbender) não decepciona. Oeste Sem Lei é um belo filme e que realizou com maestria sua proposta, merecendo a atenção de quem não quer apenas um filme de bang-bang, mas um faroeste com “algo mais”.

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