Era uma questão de honra! Ele tinha que tirar do mundo o Deus do Caos, isso é o que Superman era para ele. Carrancudo, ressentido e eternamente dominado pelo desejo de justiça, mesmo sua cidade sendo a escória da criminalidade no mundo. Ele descobriu como e aonde se livrar daquele Deus, o ser que o fez deixar sua família morrer. Não era vingança, era justiça.

Ele se preparou, se programou e pensou em tudo, inclusive nos passos necessários para atacar o ser de outro mundo. Não faria aquilo só por sua família (empresa), ele também faria pelos seus pais (sua verdadeira família). Aonde está a justiça divina quando um garoto perde os pais sem merecer? Aonde está a justiça divina quando Deuses superpoderosos cruzam o céu trazendo o medo e o pânico para vários pequenos Bruce Wayne? Na batalha de Metrópolis muitos Bruce Wayne nasceram e isso não poderia se repetir, o Deus do Caos tinha que morrer.25Só havia um problema nessa história, uma feliz ironia na motivação de Bruce Wayne, ironia essa que fez o fim dessa história ser completamente diferente. O Deus do Caos era um pequeno Bruce Wayne, um Bruce tão frágil quanto o verdadeiro. Um Bruce determinado a salvar sua Martha. O verdadeiro Bruce, no ápice do poder, no clímax do seu plano perfeito para matar o Deus do Caos para, ele se enxerga no ser de outro mundo, era ele. Ele estava prestes a matar um pequeno Bruce e criar um futuro tão trágico quanto o seu próprio. A Martha desse Bruce iria morrer porque o seu Bruce não chegaria a tempo de salva-la. Ao se dar conta disso o verdadeiro e desnorteado Bruce Wayne, um homem com mais de quarenta anos, cansado e com as motivações erradas se vê como um assassino dos próprios pais. Ele ia matar Martha.

E com uma ajuda vinda de fora, aquela jornalista do Planeta Diário sabe muito bem como chegar na hora certa. Bruce Wayne desiste, se arrepende e crava a lança de Kriptonita no chão, crava a arma de sua justiça falha no solo de uma Gotham City suja e corrompida. Deus estava no chão, recuperando sua força e não mais órfão, não mais um pequeno Bruce Wayne. Mas Bruce ainda precisava fazer justiça, uma Martha viria a morrer e o ciclo da injustiça iria continuar. Bruce já não acreditava na justiça divina e com a convicção de vinte anos em Gotham ele promete ao ser superpoderoso que Martha não irá morrer naquela noite, a partir desse momento aquela era a sua Martha e ele já não era mais Bruce Wayne. Ele era Clark Kent. E enquanto o Deus do Caos ia para a guerra, Clark Kent e Bruce Wayne iam salvar sua Martha.rterrComo uma máquina de combate Bruce/Clark passava por cima de tudo e todos, até seu próprio código de conduta foi morto no caminho. Martha valia mais. Ao salvar a Sra. Kent o Bruce/Batman/Clark se sentia vingado, como não foi quando seus pais foram mortos em um beco. Uma justiça de um homem só.

Bruce Wayne a salvou e em um momento de realização, com uma Martha viva e assustada nos braços, Bruce disse:

– Não se preocupe, eu sou amigo do seu filho.

E recebeu a resposta que confirmava o que todo mundo já sabia, que Bruce Wayne e Clark Kent são muito parecidos. Martha disse:

– Eu percebi, a capa. sa

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