“Max (Ben Winchell) é um adolescente de 16 anos que está passando por um período de descobertas. Entretanto, as transformações na vida do jovem estão relacionadas aos incríveis poderes que ele descobre ter quando entra em contato com uma força extraterrestre.”

Quando assistimos á Max Steel, a sensação de estar vendo algo repetido é inevitável. Isso porquê o diretor Stewart Hendler, se apropria de forma indevida da forma de fazer blockbusters adolescentes com poderes. Mas claramente o filme se perde ao se prender demais em tentar explicar tudo que aconteceu antes do tempo atual e esquece de desenvolver as relações do protagonista. Sendo assim, nosso herói busca respostas do passado durante todo o filme, e o presente que deveria ser desenvolvido junto, se torna um detalhe, não sabemos nada, e pelo pouco tempo de tela, também não ligamos.

A escolha de atores falha ao selecionar um garoto adulto, para interpretar um personagem adolescente, mas que não tem carisma (e nem físico), para tal. É comum vermos esse tipo de seleção de cast nos longas, porém existe um preparo para que essa escalação alcance um bom nível e convença o publico. Esse preparo não foi feito e pra piorar, o ator Ben Winchell fica deslocado e se encaixa melhor visualmente ao lado de seus mentores do que de seus colegas de classe. Se não bastasse, o personagem Steel assume a responsabilidade de ser o alivio cômico do longa, mas as piadas se tornam excessivas e importunas, atrapalhando diálogos e o desenvolvimento de relações.

Não levem a mal, é comum vermos filmes de heróis hoje em dia, eles entram em seus trajes, tem uma trama não muito complexa, nos fazem sorrir e o filme acaba. Porém nem todos tem o talento de escrever uma história convincente sobre pessoas com poderes. O roteirista Christopher Yost entra facilmente nessa lista. Apesar de ter trabalhado com outros filmes de herói anteriormente (inclusive Thor: Ragnarok), ele nunca fez nada direto. Talvez tenha visto no filme de Max uma oportunidade de exercitar tudo que já viu, mas pelo visto, ainda tem muito que aprender antes de pegar o volante de um blockbuster. A trilha sonora também se torna apagada, acaba por pontuar poucas cenas e na maioria, pode ser definida como música de paisagem, serve apenas de fundo, e ninguém ouve.

Talvez, o fracasso de bilheteria do filme se deva á falta de marketing, o longa passou despercebido por todos, fez apenas $6.272,403, considerado um fracasso para um blockbuster. Então aqui deixo meu apelo para a Mattel, na próxima vez que forem adaptar seus brinquedos para um live-action que custa milhões, tentem fornecer uma equipe ao menos decente, para que não aconteça o que aconteceu em Max, um horror visual e uma mancha ao currículo dos que fizeram parte disso.

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