Fomos gentilmente convidados para a cabine de La La Land – Cantando Estações pela Paris Filmes. A exibição do filme para a imprensa aconteceu em 10/01/2017 no Shopping Cidade São Paulo, na capital Paulista.

La La Land é uma homenagem à Los Angeles, colorida, fantástica, a cidade dos sonhos. O filme aparenta ser ambientado nos anos 60/70 e possui diversos elementos dos anos 50, mas seus questionamentos, drama e mensagem são extremamente atuais e pertinentes.

Logo de início somos lembrados de que o longa é, acima de tudo, um musical. A primeira cena monta uma apresentação coreografada no trânsito de Los Angeles em um plano sequência sensacional montado para mostrar o primeiro encontro entre Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling), os protagonistas.

636077328789407766Mia e Sebastian estão em busca de sonhos distintos, mas após alguns encontros forjados pelo destino embarcam em um romance. Ela é uma atendente de uma cafeteria dentro dos estúdios Warner, e sonha em se tornar uma atriz de sucesso, mas esbarra em testes malsucedidos. Ele é um pianista com grandes habilidades, inteligente e apreciador do Jazz Clássico, seu sonho é perpetuar o Jazz e pra isso quer abrir seu próprio bar para tocar, mas esbarra em problemas financeiros e insucesso no ramo musical sendo obrigado a fazer “bicos” para se sustentar.

La La Land é exagerado, sim, exagerado, excêntrico, divertido e tem uma certa dramaticidade. Embora o Jazz não seja o estilo de maior sucesso entre o público atualmente, o filme resgata sua essência e entrega uma grande homenagem ao gênero.
A escolha da ambientação em Los Angeles foi certeira. Embora exista centenas de filmes que mostrem os bastidores de Hollywood,  La La Land mescla música, dança, drama e a cidade sem repetir muitas fórmulas e evita ser piegas em seu romance principal. O longa consegue ser leve e a trama se movimenta muito bem entre as cenas cômicas, dramáticas e musicais com uma transição bastante suave e tranquila.

 

O destaque principal é dos protagonistas. Ryan e Emma possuem uma química em cena incrível e a cumplicidade de seus papéis transmitem uma sensação real bastante acolhedora, e não é atoa que Ryan Gosling tem se tornado um grande nome em Hollywood.  O ator entrega um show de interação não só com Emma, mas também com J. K Simmons,  que interpreta seu ex chefe,  e com seu companheiro Keith, interpretado pelo artista John Legend. Emma Stone também ganha bastante destaque durante as audições de sua personagem e demonstra grande personalidade com monólogos arrasadores e uma atuação afiada.

Damien Chazelle conseguiu de novo, após acertar com Whiplash, Chazelle mostrou versatilidade ao trabalhar com o musical e nos entregou um filme belo e gostoso de assistir. A fotografia é estonteante, colorida, certeira e transmite com perfeição o clima proposto pelo longa. O mais interessante é notar os nuances de alterações das cores ao passar das estações, cujo título referencia, e a sutileza na qual o diretor se utiliza para transmitir essas sensações em conjunto com a trilha sonora. As músicas são animadas, divertidas e as coreografias acompanham com perfeição a proposta.