Nos dias de hoje, vemos adaptações de/em qualquer mídia que procurarmos, mas nem sempre elas são fiéis a obra original. Sendo o mais novo título original da Netflix, Death Note se enquadra nessa descrição, porém isso não o faz ser ruim. Com a direção de Adam Wingard, o longa chegou ao catálogo do serviço de streaming na madrugada do dia 25, e já foi assistido por muitos que estão criticando por contar com diversas alterações do anime/mangá.

O longa acompanha a história de Light Turner (Nat Wolff), que era um estudante comum do ensino médio, até que um dia acaba por encontrar o Death Note, um livro cujo dá ao seu usuário o poder de matar pessoas apenas escrevendo seu nome. Mas diferente do anime, o filme apresenta como seria as consequências no mundo real, onde existem sentimentos e sofrimentos reais.

Sabemos que um dos pontos cruciais da obra é apresentar as faces do que é tido como o bem, mas isso é deixado mais subjetivo no longa. Porém isso não se torna incômodo, já que o roteiro, junto das atuações, conseguem fazer com que o espectador consiga entender tudo o que está acontecendo em cada cena. Como qualquer filme relacionado a cultura pop, este tem alguns furos, mas nada que estrague a imersão que é possível se ter.

Apesar de não contar com atuações dignas do Oscar, os atores principais e coadjuvantes conseguiram trazer, quase completamente, a essência original de cada um dos personagens, mesmo não tendo as mesmas etnias da obra usada como base. Vale ressaltar o personagem L, interpretado por Lakeith Stanfield, que ao ser anunciado como a versão cinematográfica do mesmo, foi extremamente xingado por não ter a mesma etnia e aparência do detetive, mas ao falarmos de atuação neste longa, ele é um dos maiores destaques desde a sua primeira aparição.

Como pode ser percebido anteriormente, essa nova adaptação da Netflix conseguiu trazer diversos elementos que nos remetem ao anime. Um outro grande exemplo disso, é a trilha sonora, que apesar de não ter sido “reciclada”, lembra os episódios do aclamado anime de 2006 (o qual também está disponível no catálogo). Outros pontos que se aproveitaram dos traços já conhecidos, são: O cenário (que utiliza quase que completamente os vistos no anime) e a fotografia (que mesmo se passando num continente extremamente diferente, conta com elementos presentes na obra escrita por Takeshi Obata e Tsugumi Ohba).

Apesar não não a ótima adaptação idêntica a famosa obra, Death Note consegue divertir e arrancar suspiros por conta de diferente emoções de seus espectadores. Mas como toda crítica, essa visão é minha, para tirar suas próprias conclusões, assista ao filme. Mas tenha em mente que nem sempre uma releitura respeita a obra base por completo.

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