O Retalho Club assistiu Valerian e a Cidade dos Mil Planetas na sexta-feira (05) a convite da Diamond Films.
Confira nossa crítica:

De Luc Besson, diretor de O Quinto Elemento, vem a adaptação da Graphic Novel francesa: Valerian e a Cidades dos Mil Planetas. A trama segue o agente Valerian (Dane DeHaan) e sua parceira Laureline (Cara Delevingne) que juntos tem que salvar a pacifica Cidade dos Mil Planetas de uma ameaça misteriosa.

Os problemas de Valerian estão concentrados em dois “pilares” principais que acarretam em outros problemas. Sendo eles os dois atores protagonistas e o ritmo do filme.

Dane DeHaan é Valerian, um agente espacial descolado, mulherengo, divertido e carismático, ou pelo menos é isso que ele deveria ser, já que DeHaan não se encaixa de maneira nenhuma no papel e não consegue fazer o público acreditar no seu personagem.

Os atores deveriam apresentar uma dinâmica amorosa estilo “Han e Leia”, mas falham totalmente em fazer o público se importar.

Algo que piora quando ele tem que contracenar com seu interesse amoroso Laureline (Delevingne), essa que não entrega uma atuação ruim em geral. Os dois atores não apresentam química nenhuma e todas as cenas em que eles passam juntos, você quer olhar para qualquer outro lugar além da tela. O que prejudica imensamente o longa já que o arco dos dois personagens é focado em sua relação amorosa. Sem acreditar nos personagens, não tem nada que conecte o público à história, então a experiência ficou maçante pela falta de engajamento.

Isso prejudica o humor do filme, que depende muito dos dois para funcionar. As piadas são muitas vezes tão ruins que eu fiquei na dúvida se elas eram mal escritas ou os atores que não estão entregando as falas corretamente para fazer elas funcionarem.

Rihanna traz a melhor personagem do filme e fez virar fã dela.

As atuações do resto do elenco estão normais, todos fazem seu trabalho sem entregar nada mais que o necessário, tirando a Rihanna que entrega a melhor atuação do filme como a alienígena transmorfo Bublee, ela mostra uma personagem sensível que consegue cativar o público com seus poucos momentos em tela. Infelizmente a personagem tem que sair da história por um motivo bobo que me fez pensar que isso aconteceu só por que ela resolveria um problema no final do filme com facilidade. E é exatamente isso que acontece.

Como já citei o ritmo do filme foi para mim um dos maiores defeitos do mesmo. Com por volta de duas horas e meia de duração, que mais me pareceram quatro, uma simples premissa de um longa divertido no espaço teve que ser estendido muito mais do que a história conseguiria segurar.

Isso gera situações idiotas e entediantes como um dos protagonistas passar uma parte do filme bolando uma maneira de resgatar seu parceiro só para quando achá-lo, ele ser sequestrado um segundo depois e seu parceiro ter que passar mais tempo ainda procurando uma maneira de fazer o resgate.

Com o tempo você passar a esquecer qual é a trama, apesar de ser algo bem simples. Para se entender, o roteiro do filme passa a procurar cada vez mais problemas e soluções idiotas, sem contar que a cada dez minutos tem um “set piece” diferente, admito que algumas são até divertidas, mas com o tempo isso vai ficando cansativo e quando clímax do filme chega, você nem percebe por que é igual ao resto do filme.

Valerian poderia ter sido um filme divertido, o visual e universo são criativos e chamam bastante a atenção, mas sem uma boa história no meio, não tem nada que faça o público se importar com o filme e sair do cinema com uma sensação de cansaço e não maravilhamento como o desejado.

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