Voltar no tempo e revisitar o mundo da Marvel antes dele ser consolidado no cinema é no mínimo uma experiência diferente. Ver os heróis agindo individualmente em um filme relativamente fechado é muito bom, principalmente para os padrões atuais.

O filme do deus do trovão foi lançado em 2011 e era até então o longa com a proposta mais diferente, enquanto Hulk já era conhecido por diversas mídias e filmes anteriores; e Homem de Ferro estava bem estabelecido no universo, Thor misturava os elementos sci-fi com magia para dar vida aos deuses nórdicos presentes nos gibis da editora.

O poderoso e arrogante Thor está para ser coroado rei por seu pai Odin, mas ao tomar atitudes estúpidas junto de seus amigos e por em risco o reino de Asgard, é castigado sendo enviado para a Terra, perdendo seu martelo e seus poderes. Aqui, ele aos poucos vai se tornando uma pessoa digna para empunhar o Mjolnir novamente e voltar para seu reino, que está sendo alvo de uma conspiração orquestrada por seu irmão Loki.

O elenco do filme é privilegiado, nomes como Natalie Portman, Tom Hiddleston (que ficou em evidência após esse trabalho) e Anthony Hopkins conseguem ter uma presença de cena muito boa. Infelizmente não se pode falar o mesmo de Chris Hemsworth, o intérprete de Thor não parece confortável em frente as câmeras e é o mais deslocado do longa, a falta de carisma do ator é um ponto negativo que pesa, já que ele é o protagonista da história.

Um grande mérito de Thor é ter uma narrativa que dá grande valor a seu antagonista, Tom Hiddleston consegue viver Loki assim como Robert Downey Jr. incorpora o Homem de Ferro. Não é atoa que o deus da trapaça é tido como o melhor vilão da Marvel até hoje, sua construção é muito boa e podemos ver isso no sucesso do personagem hoje em dia.

Apesar disso, não se pode falar do longa como se fosse algo inovador. Thor é um filme muito básico e em certos pontos inferior a seus antecessores da Marvel, (Os dois filmes do Homem de Ferro e Incrível Hulk) mas funciona quando põe em prática a fórmula do MCU.

O filme é uma grande montanha russa, tem altos e baixos e no final não resultam uma conta negativa. Thor tem as características padrões de um filme da Marvel: bons momentos de comédia e personagens minimamente interessantes, mas também tem uma fotografia nada inventiva e uma trilha sonora genérica. Apesar de turbulências no caminho, o filme consegue fazer o básico e inserir o panteão nórdico no universo da Marvel, ainda deixando a maior ponte para Vingadores, que chegaria aos cinemas 1 ano depois.

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