Se tem uma coisa que as editoras Marvel e DC adoram fazer é produzir animações de grandes arcos dos quadrinhos. Temos alguns bons exemplos da DC como Ponto de Ignição, O Cavaleiro das Trevas parte 1 e 2, Crise em duas Terras e etc. Já com a Marvel infelizmente não temos um grande catálogo de excelentes animações ficando apenas com o longa Os Novos Vingadores – Heróis do Amanhã, série Os Vingadores – Os Heróis mais Poderosos da Terra e Planeta Hulk.

Planeta Hulk tem uma história bem simples e direta. Tudo se inicia com Hulk sendo banido da Terra por estar causando muitos problemas e Tony Stark direciona sua nave para uma planeta seguro, mas devido a raiva do monstro, ele acaba mudando a rota e indo parar em Saakar, planeta comandado pelo Rei Vermelho e que obriga Hulk a lutar em um Coliseu por sua vida.

Em um outro local de Saakar, é mostrado um viajante pedindo para que uma profecia antiga sobre o “Salvador” se torne realidade e que mande um soldado capaz de salvar e arrumar os problemas do planeta, seria Hulk o escolhido?

É interessante ver que cada detalhe da história é muito bem conduzido pela direção, dividindo em flashbacks, grandes cenas de batalha e cenas dramáticas. Os personagens são outro fator importantíssimo que faz do filme ainda mais interessante. Quando Hulk é vendido como escravo e preso para lutar no Coliseu, ele passa a conhecer Miek, Hiroim, Elloe Kaifi, Korg e Lavin Skee, que terão de lutar juntos para vencer a grande batalha pelas suas vidas.

Além desses que aos poucos se tornam parceiros do gigante esmeralda, temos também o já mencionado Rei Vermelho, que cuida de tudo no planeta e que por ser o vilão tem muitos mistérios que são resolvidos de uma forma um tanto quanto interessante. Junto dele temos Caiera, uma excelente lutadora que perdeu sua família durante um ataque dos chamados “Espinhos” e foi salva pelo Rei.

É interessante ver o crescimento dos personagens e como a trama adiciona algumas subtramas mostrando mais detalhes sobre o passado de Saakar, além de detalhes sobre a profecia do “Filho de Saakar”.

Esses plots secundários servem pra contar a história de cada um dos prisioneiros, além de irem preparando o terreno para um grande plot-twist, nos deixando sempre com um pé atrás com os personagens e nos fazendo compreender o lado de cada um ali.

Diferente do que estamos acostumados a ver, aqui não temos Bruce, apenas o Hulk, fazendo com que as cenas de luta sejam excelentes e brutais, mas também nos mostrando um lado mais humano do próprio monstro. A animação não tem medo de mostrar a grosseria de um coliseu e traz uma violência gráfica (mesmo que não seja nada chocante) bem elevada, com bastante sangue e alguns miolos sendo esmagados.

A trilha sonora é original, mas infelizmente não cativa. Temos uma música legal nos créditos iniciais, mas é só isso. Depois ela desaparece quase que por inteiro e isso faz dessa área a mais fraca do filme.

O elenco de dublagem original é também um ponto muito positivo, dando uma identidade única para cada personagem. Infelizmente não tive a oportunidade de assistir a versão dublada em nosso idioma.

O roteiro merece o maior destaque aqui por conseguir encaixar tantas histórias dentro de tão pouco tempo e fazer todas elas funcionarem e ainda nos impressionar com algumas surpresas, como a participação de Thor e mais um outro personagem que eu prefiro manter a identidade para surpresa de cada um.

Planeta Hulk como já dito no início é, infelizmente um dos poucos filmes animados da Marvel, porém ele tem uma excelente qualidade tanto visual quanto narrativa que merece ser assistida tanto pelos fãs do personagem quanto pelos amantes de desenhos no geral.

Uma curiosidade muito interessante é que a capa do DVD do filme foi feita por Alex Ross.

Planeta Hulk está disponível na Netflix.

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