Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia é um filme brasileiro de 1977 dirigido por Héctor Babenco, este sendo seu segundo filme. O elenco é constituído por Reginaldo Faria, Ana Maria Magalhães, Ivan Cândido, Milton Gonçalves, Paulo César Pereio e  Ivan de Almeida.

O filme traz Reginaldo Faria como Lúcio Flávio, líder de uma gangue de ladrões que atuou nas décadas de 60 e 70. Realizando assaltos à grandes bancos no estado do Rio de Janeiro, Lúcio Flávio passa a ser procurado pela polícia, quando o mesmo põe em risco os interesses de uma hierarquia de policiais corruptos, liderados pelos imorais Bechara e Moretti. Vivendo uma vida de gato e rato, onde ora realiza assaltos auxiliados por Moretti e ora é caçado pelo mesmo, Lúcio Flávio consegue manter um relacionamento com Janice, jovem perdidamente apaixonada. Após mais de uma década, vivendo de assaltos e de ser preso, Lúcio Flávio decide fugir do Rio de Janeiro com Janice para viverem uma vida calma com seu filho, ainda bebe. Os dois vão para Belo Horizonte e quando pensam que finalmente conseguirão viver uma vida simples e pacata, a hierarquia agora intitulada de Esquadrão da Morte, lhe acha e o prende, sem razões. Dessa vez, Lúcio Flávio abre o bico e denuncia toda o escândalo de corrupção dentro da policia e ao fim não consegue sobreviver, é achado assassinado em sua cela.

O segundo filme de Héctor Babenco; “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia”, traz uma temática importante e um roteiro inteligente. O longa faz uma crítica direta à estrutura do sistema policial da época, onde muitos policiais recebiam propina para ajudar e dar cobertura aos bandidos dentro da organização, fornecendo armas e munição e retardando as investigações. O roteiro, baseado no livro de mesmo nome, é uma adaptação ótima que consegue transmitir os elementos do livro para o longa. Héctor Babenco evoluiu consideravelmente em relação à seu primeiro filme, “O Rei da Noite“, visto que para filmar esse segundo filme ele utiliza muito melhor a câmera e todos os recursos à seu dispor, apresentando uma fotografia muito mais bonita.

Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia foi muito bem recebido, tanto entre os críticos quanto em público, e não é para menos, pois não apenas representou um ótimo filme, mas também como a evolução de Héctor Babenco como diretor.

REVIEW OVERVIEW
Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia
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