A primeira temporada de uma série, geralmente tem a responsabilidade de estabelecer a mitologia e os protagonistas que carregarão a história. Essa não é uma tarefa fácil e Frontier nos prova isso. Com forte presença de Jason Momoa e atuações convincentes, a série segue um roteiro fraco que não sabe usar a rica história que tem em mãos.

A história se passa por volta de 1700, onde acompanhamos a batalha por comércio. Um rico pano de fundo com diversas nações na disputa, mas não é assim que o roteirista vê. Na verdade, toda essa rica história, é só a base para histórias menores, como um ladrão de maçãs que tem que salvar sua amada, ou um padre bêbado que serve mais pra alivio cômico.

Acredito que devido ao pouco número de episódios (apenas 6), a série não conseguiu explorar todo o universo da época. Seria interessante ter visto mais da caça, já que o gatilho de toda a história é a venda de peles. Também seria bom ter visto mais tribos e a atuação maior das nações que fazem parte dessa guerra, e não só alguns soldados, mostrando a política de disputa entre elas e a dominação de áreas.

Mas a série tem seus pontos fortes, e são muitos sim. A caracterização dos personagens é impecável, dos dentes podres dos pobres aos casacos luxuosos de pele. As atuações também são um ponto positivo, destaque para Jason Momoa que segue o Khal Drogo irlandês, mas que se encaixa muito bem no contexto, e para Alun Armstrong com seu Lorde Benton, um dos maiores antagonistas na série.

Frontier não é uma serie ruim, na verdade é uma série boa, com um potencial gigantesco graças ao seu elenco experiente e sua história rica. A série já tem segunda temporada confirmada, e resta a nós esperar que a série se desprenda de pequenos arcos e abuse mais de seu potencial.

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