Atualmente os personagens de quadrinhos se tornaram muito maiores do que sua mídia original. O cinema, a TV e até mesmo os Games alcançam uma fatia de público muito maior do que os quadrinhos e com a popularização dos super heróis é um tanto quanto obvio que o número de fãs cresceria.

Infelizmente a polarização dos super heróis pelas diferentes mídias não traz somente coisas boas.

É claro que para nós, fãs dos quadrinhos, ver personagens que crescemos acompanhando ganhando versões no cinema, TV e Games é extremamente recompensador, mas ao mesmo tempo, quando notamos que o público que o recebe não os respeita, é bastante frustrante.

Um grande exemplo disso atualmente são os personagens da Dc Comics. Batman, Superman e Mulher Maravilha sempre transcenderam o gênero e as mídias, mas com o recente universo Dc nos cinemas a popularidade desses personagens aumentou muito. Não é difícil encontrarmos pessoas na rua citando Batman vs. Superman ou comentando sobre o filme da Mulher Maravilha.

O universo cinematográfico Dc em sí é bastante polêmico, parte dessa polêmica veio sob a tutela de Zack Snyder, diretor de três dos cinco filmes já lançados do DCEU.

Zack Snyder é conhecido por sua incrível fidelidade visual aos personagens, Watchmen e 300 são um deleite visual, além disso o diretor é bastante elogiado por suas cenas de ação. Seus filmes costumam ser mais sérios, “adultos” e seguindo uma tendência criada por Christopher Nolan com a trilogia Cavaleiro das Trevas, Snyder tentou replicar isso no atual universo cinematográfico da Dc.

Bom… Não deu muito certo…

Não entrarei nos méritos de minha opinião pessoal com relação ao diretor, mas uma coisa é fato: Zack Snyder divide o público.

Enquanto alguns amam sua versão do Superman e sua filosofia sombria nos filmes Man Of Steel e Batman v Superman, outros odeiam.

Ao mesmo tempo Esquadrão Suicida, do diretor David Ayer, separou o público entre “grande público”, a massa de pessoas que não necessariamente são fãs de quadrinhos, mas adoraram o filme e os “fãs da editora” que odiaram as decisões de roteiro e alguns personagens, como o coringa. Essa divisão gerou um guerra que não parece ter fim.

Recentemente tenho notado uma coisa, grande parte do público decepcionado com as diferenças entre o Superman dos quadrinhos com o do cinema, os descontentes com os roteiros polêmicos e tristes com visões de personagem divergentes/superficiais, como o Coringa de Jared Leto, parecem ter desistido da Dc e sabe qual é o pior? Parecem ter se esquecido de que a Dc é muito maior do que o DCEU.

Estamos falando da Dc Comics, aquela cujo Batman possui tantos quadrinhos clássicos quanto sua namorada tem de sapatos, aquela cujo Superman foi o percursor do conceito de super Heroi, aquela cujo vilões se tornaram ícones pop ao redor do mundo, aquela mesma cujo games já foram considerados os melhores do ano. A editora cujo animações fizeram parte de nossa infância nas manhãs da SBT, cujo a personagem feminina mais forte se tornou ícone feminista de representatividade para as jovens e adolescentes; representando força e garra para as mulheres. A editora cujo personagens inspiraram e ainda inspiram jovens ao redor do mundo e as histórias em quadrinhos mensais continuam sendo incríveis (leiam Rebirth, está muito bom)

Não se deixe levar por polêmicas ou descontentamento com o universo cinematográfico da Dc Comics. Lembre-se de quem ela é. Não se deixe levar pelas críticas negativas aos filmes e ao fato de que infelizmente, no cinema, a DC está desacreditada. Lembre-se do que ela representa. Não repita frases do tipo “Se o filme da Liga da Justiça for ruim, eu deixarei de ser fã da Dc”. Sinto lhe informar, mas se você realmente pensa dessa forma, você nunca foi fã da DC Comics.

A Dc Comics, dos quadrinhos, games, Graphic Novels, clássicos e animações é muito maior do que o DCEU.

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