Há diversos filmes que não fazem parte de Hollywood e eles vêm ganhando cada vez mais atenção do público, sendo o cinema francês um grande exemplo disso. Todavia, muitas obras cinematográficas sul-coreanas são produzidas constantemente e as mesmas não recebem o devido destaque. Um dos motivos para isso acontecer é a falta de marketing dos asiáticos no ocidente. Enquanto a industria musical sul-coreana vem ganhando cada vez mais força fora de casa, o mesmo não ocorre igualmente em relação aos filmes.

A Coreia do Sul tem uma vasta produção de “doramas” – ou “novelas”, como conhecemos -, onde a grande maioria possui uma temática mais “inocente” e descontraída, mas isso não é tão constante nos filmes, que são sempre bem diversificados, seja com drama, comédia romântica ou mistério/suspense. A partir disto foi selecionado pelo menos um filme para cada uma destas categorias:

Tazza: A Cartada Mortal (2014):

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Dae-gil (Choi Seung-hyun), um jovem com um talento nato em jogos de azar, faz uma estréia deslumbrante como um jogador, o que leva a um reencontro com seu primeiro amor, Mi-na (Shin Se-kyung). No entanto, em um mundo cheio de vigaristas e trapaceiros – incluindo Dae-gil, uma onda de conspiração e traição faz do mesmo o bode expiatório de um plano que deu errado e ele é forçado a fugir.

Hope (2013):

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Uma família comum, onde Dong-Hoon (Kyung-gu Sol) trabalha em uma empresa local e Mi-Hee (Uhm Ji Won) tem uma modesta loja no bairro, de baixo de sua casa. E a filha, Hope (Lee Re), que muitas vezes é deixada de lado por seu pai distraído. Em uma manhã chuvosa, Hope caminha sozinha até sua escola, quando de repente é interrompida por um homem na rua, onde o mesmo comete um crime brutal com a criança.

O filme como um todo tem uma fotografia convidativa e uma trama que lhe faz questionar toda injustiça presente no caso de Hope.

Oldboy (2003):

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A história começa quando o personagem Oh Dae-su (Choi Min-sik) é sequestrado e confinado numa prisão particular, sem que lhe seja dada justificativa alguma sobre o ato.

A clausura se estende por nada menos do que 15 anos, durante os quais o personagem fica sozinho num quarto com banheiro, tendo apenas uma televisão para mantê-lo em contato com as mudanças no mundo exterior. O quarto é impregnado regularmente por um gás sonífero, que precede a entrada dos sequestradores, que assim limpam o local, cortam-lhe o cabelo ou costuram seus constantes ferimentos, sem que o prisioneiro troque quaisquer palavras com outros humanos. Sua única companhia é a TV.

Depois da libertação, Dae-su concentra-se exclusivamente na vingança. Quer descobrir quem o prendeu e o porquê. Mas a tarefa não é fácil; tem de se adaptar a 15 anos de “solitária” e ainda por cima é suspeito de um homicídio cometido durante o cativeiro. Mi-do, uma cozinheira de sushi de mãos frias vai ajudá-lo a procurar uma resposta para a pergunta que não lhe sai da mente.

Train to Busan (2016):

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Seok-Woo e sua filha Soo-Ahn embarcam no Expresso KTX, um trem bala que os levará para Busan. Mas, durante a viagem, o trem é invadido por zumbis. Enquanto o KTX está indo velozmente em direção à Busan, os passageiros terão que lutar por suas vidas.

*Tazza: A Cartada Mortal e Hope podem ser encontrados no catálogo da Netflix, enquanto Train to Busan está em cartaz nos cinemas.

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