Você pode nunca ter lido o romance Drácula de Bram Stoker, mas com certeza já ouviu falar do celebre vampiro Drácula e do seu maior inimigo, o caçador Abraham Van Helsing. Anos depois, após várias adaptações, o sobrenome Van Helsing agora vem à frente de uma série do canal SyFy, uma atração exagerada, cheia de sangue, tripas e que, mesmo com o pé atrás, merece sim a sua atenção.

O ano é 2019, um futuro não muito distante onde uma explosão de um vulcão cobriu boa parte dos Estados Unidos com cinzas que impedem a passagem da luz solar. Os vampiros, que viviam escondidos nas sombras da cidade, agora podem andar livremente desencadeando uma nova espécie de apocalipse sobre o mundo.

Enquanto isso, em um hospital de Seatle uma desconhecida que está em coma a três anos, desde o inicio do surto, está sendo guardada por um grupo de soldados liderados pelo impaciente Axel (Jonathan Scarfe).

A desconhecida é Vanessa Van Helsing (Kelly Overton), descendente de Abraham Van Helsing que obviamente possui uma conexão direta com tudo o que está acontecendo. Por boa parte da temporada, mesmo dando indícios de habilidades extraordinárias, ela não possui ideia do que está acontecendo em sua vida. Sua única missão é procurar sua filha e em contrapartida a única missão do leal soldado Axel e mante-la em segurança.

Quando sua imensa importância para os vampiros é revelada, assim como uma parte importante de suas habilidades como herdeira da família Van Helsing, ela assume o papel de heroína do povo e deixa de ser a desconhecida indefesa que precisa ser salva e protegida para se tornar a pessoa que salva e protege a todos.

A trama demora a se desenvolver nos episódios iniciais, no entanto quando eles descobrem o jeito certo de contar a história que querem, de apresentar vilões que vão além de ameaças vazias e caras feias, a série ganha um novo rumo e termina com gás sua primeira temporada.

Kelly e Jonathan foram por alguns episódios os que seguravam o público, sendo o únicos personagens por quem se era possível desenvolver algum tipo de afeição, porém quando a série encontra o mencionado caminho certo, ela se estabelece dentro das categorias de programa de ação e horror com várias sequências violentas de luta e derramamento de sangue que certamente agradou boa parte dos telespectadores regulares.

Muitos detalhes do passado de Vanessa ainda precisam e irão certamente ser revelados na segunda e já confirmada temporada. Ela, sendo descendente de quem é e tendo os poderes que possui, ainda não apresentou todo o seu potencial no decorrer desses treze episódios, porém é uma adição válida para o canal e para o gênero no geral.

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