Desde seu anúncio, Supergirl levantava algumas dúvidas de internautas, por ser um projeto da emissora The CW, conhecida por “adolescentear” demais suas séries e por não ter agradado tanto com outras adaptações de heróis, vide Smallville.

Com a premissa de ser, declaradamente, uma série adolescente e voltada para o público feminino, Supergirl vai ao ar estrelando a simpática Melissa Benoist, queridinha do público teen em Glee que aos poucos a foi tomando seu espaço  até ser renovada para uma segunda temporada contra a vontade de fãs mais rebeldes que mal esperavam pelo anúncio que estava por vir e que acabaria aguçando ainda mais seu ódio em cima da série e da CW: Superman confirmado na segunda temporada.

Era difícil não imaginar que um personagem de tamanho peso não ofuscaria a protagonista, além do fato de já existir um Superman nos cinemas e o histórico da emissora com o personagem. De repente, trilhões de internautas que antes não davam a mínima para a série de Kara Zor-El, passaram a se importar com o seu destaque ao lado do Escoteiro Azul. E não parou por aí, ao ser anunciado e ter sua primeira imagem de uniforme divulgada, o ator Tyler Hoechlin foi alvejado pelos críticos de plantão, que insistem em destilar todo o seu ódio antes de ver o material.

Com a divisão de opiniões a respeito da representação de Clark Kent nas telonas, Tyler tinha o peso nas costas de levantar a moral de um personagem de mais de 75 anos de sucesso e imortalizado principalmente pro Christopher Reeve, resgatando a essência criada com o herói, e não foi diferente.

Em 10 de outubro, tivemos a season première de Supergirl e o primeiro contato com o novo Kal-El, e foi aí que percebemos o quanto estávamos errados. Em seu primeiro diálogo, com Perry White, Tyler mostrou a que veio, e encarnou com maestria o amado Clark Kent clássico, desajeitado e um pouco inseguro, até que, trazendo de vez o clássico, ele corre e abre sua camisa revelando o símbolo de esperança, para ajudar Kara a salvar um jato (percebam o quanto temos dos clássicos em apenas 15 minutos de episódio).

É impossível assistir a interpretação de Hoechlin nesse primeiro episódio e não sentir a nostalgia e a representação fiel do Superman que conhecemos. Para alguns, a semelhança com Christopher Reeve é um ponto negativo por ser, talvez, pouco original, mas a verdade é que ninguém soube retratar Kal-El, o último filho de Krypton, com tanta perfeição igual Reeve, e sua interpretação do personagem são, sem dúvida, a definitiva e por isso não é demérito algum se espelhar nos filmes de Richard Donner (somente até o 2, convenhamos).

Supergirl sempre tratou com imenso carinho a imagem de Kal-El, desde seu piloto. Todas as referências diretas (que a série nunca teve medo de deixar explícita) faziam jus ao personagem que nos encanta, não por seus poderes impossíveis, mas pela sua personalidade serena, alegre, otimista e esperançosa. Nós, os fãs, sentimos a falta do verdadeiro Superman, e felizmente a The CW nos deu essa alegria antes de terminar o DESENVOLVIMENTO do mesmo personagem do cinema.

  • o superman é ótimo mesmo, não desmecerendo o do henry cavill, acho que dá pra gostar dos dois. mas supergirl continua sendo uma porcaria, enjoativa, cansativa, narrativa chata, sem carisma, infelizmente só o personagem do superman não sustenta a série, que bom que tem audiência, mas continua sendo ruim.