The Walking Dead terminou seu sexto ano de maneira misteriosa e talvez odiada, com um famoso cliffhanger a série iria fazer com que seus telespectadores esperassem longos meses para descobrir que personagem havia morrido. Teve toda uma mística em torno da famosa vítima de Negan, o personagem sádico e vil que rumava em assassinar um dos principais personagens. E então voltou em um sétimo ano poderoso, de cara em seu primeiro episódio teve a revelação das mortes, extremamente tenso e tocante e que causou um boom enorme na narrativa daquela história, a adição de um personagem forte e finalmente uma embarcação para confrontos poderosos.

E estranhamente ficou morna. Em seu segundo episódio, The Walking Dead voltou calma, em episódios ao olho de muitos chatos, o seu terceiro continuava isso, o quarto voltava e então o quinto volta a ser chato. É difícil perceber o que uma série realmente quer propor, no começo da série muitos acreditavam que era um apocalipse zumbi repleto de ação, tinha Rick como o policial atirando na cabeça daquelas criaturas que pareciam tão realistas e banhos de sangue pra todos os cantos. Felizmente TWD mostrou ser muito mais que isso e em seu quinto episódio da sexta temporada, mostra tudo que tem de bom na série.

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O drama que o episódio carrega é notável, as sinapses que são postas de um futuro e de uma manutenção das mudanças de roteiro também são interessantes, Maggie exibindo de cara seu potencial de liderança e Carl rumando para um futuro ataque. Todos esses pontos são similares aos quadrinhos e com momentos ao ver de muitos inúteis a série reforça como a vida das pessoas mudaram a partir do começo.

Não mudaram por um apocalipse, Deus! temos zumbis e precisamos sobreviver! mas mudaram em relação à vida de todos eles. É difícil e até peculiar imaginar como seria a vida de todos, pode soar clichê, mas Glenn não teria conhecido o amor da sua vida sem o apocalipse, nem teria morrido. É uma balança. Vários personagens que criaram laços, Abraham e Sasha, Carl e Enid, Rick e Daryl, todos eles bebem do apocalipse, precisaram do apocalipse para se conhecer e criar essa vida difícil, mas de certa forma agradecida. O drama imposto na série carrega a humanidade, é o famoso clichê que TWD não se trata dos zumbis, mas sim dos seres humanos.

Go Getters tem cenas singelas, uma progressão da tensão entre os Salvadores e outras comunidades e é peculiar ao ponto de Carl e Enid brincarem de patins em meio a morte e desolação. The Walking Dead não precisa de carne se dilatando a todo instante, nem ação repentina, precisa de bons episódios, bons personagens e boas reações. E desde seu começo em seu sétimo ano, está rumando assim.