Ler o título desse artigo é um pouco engraçado. Li, reli, pensei e repensei, mas não consegui pensar em algo que transmitisse melhor minha linha de raciocínio.

A síndrome de Peter Pan é um teoria da psicologia de Dr. Dan Kiley e que é descrita em seu livro: “A Síndrome do Homem que Nunca Cresce”, de 1983.

Apesar da obra ser aceita na psicologia, não há evidências de que a doença realmente exista.

A síndrome se caracteriza por determinados comportamentos imaturos em aspectos sociais, comportamentais, sexuais e psicológicos. Mas minha intenção aqui não é a de trabalhar seus aspectos clínicos, mas tirar proveito de sua definição ao “pé-da-letra”.

Rotinas estressantes e monótonas, responsabilidades, obrigações, contas e etc. É.. crescer não é tão divertido quanto imaginávamos quando crianças. Alguns ainda se tornam reféns da “Crise dos 20 e poucos” e a experiência se torna ainda mais desgastante.

Há ainda quem queira a todo custo crescer – mesmo que por necessidade – e abandona qualquer traço da melhor fase da vida: a infância. Além de se recusarem a carregar consigo qualquer característica de tal época, insistem em condenar e zombar dos que tentam a todo custo preservar memórias e hábitos que causam um sentimento gostoso de nostalgia e prazer.

O mundo da cultura pop, que pasmem: tem se tornado cada vez mais popular, se resume basicamente pelo aspecto dito infantil de cada pessoa. Filmes de heróis e/ou ícones que marcaram uma fase mais jovial são o mais puro exemplo atualmente. Parte do público entende como apenas uma jogada comercial, mas que tal fazermos uso de uma visão um pouco mais otimista?

Preservar qualquer característica da infância/adolescência – desde que seja boa e bem dosada – pode ajudar a encarar uma vida mais corrida e estressantes quando adultos. A inocência, o bom humor e antigos hobbies podem ser seus aliados no dia-a-dia.

Não há problema em assistir um desenho animado ao chegar do trabalho acompanhado de uma boa taça de vinho ou uma cerveja gelada enquanto come alguns snacks, ou jogar um jogo online, ler um livro besteirol ou um quadrinho antes de retomar uma planilha inacabada ou acompanhar (ou iniciar) os filhos em nossos programas favoritos de criança/adolescência, tornando uma experiência em família mais saudável e compartilhada.

É óbvio que somos diferentes, buscamos objetivos diferentes e temos prazer em coisas diferentes. Relaxar e ter suas válvulas de escape não é vergonha e é tão necessário quanto trabalhar e cumprir as obrigações de uma vida adulta.

Ser feliz ainda é, independente de quem diga o contrário, uma liberdade, e ter a coragem de se encarar como um eterno Peter Pan é um privilégio de poucos que conseguem ser felizes consigo mesmos.⁠⁠⁠⁠

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