Primeiro episódio do revival prepara o terreno para uma temporada que aparenta ser grande e desconsertada. 

Quando a greve dos roteiristas atingiu os USA em 2007-2008 a TV sofreu e grandes sucessos como 24 Horas, Lost, How I Meet Your Mother, House e até The Office ficaram prejudicas. Prison Break não só sofreu com a greve como foi a série mais prejudicada por ela, a produção teve uma temporada feita sem nenhum planejamento e roteiros foram reescritos durante as filmagens daquele ano e como resultado Sarah Tancredi morreu e reviveu em um intervalo de 10 episódios. Após a terrível terceira temporada a Fox decidiu dar um ultimo ano para a série que foi do céu ao inferno em seus anos de exibição, abaixo do esperado Prison Break terminou sua jornada apatica e sem muita relevancia na TV.

Os anos se passaram e outra crise se alastrou pela Tv americana, dessa vez o problema está na criação de shows que façam sucesso. os grandes autores estão focados na Tv fechada e os maiores canais abertos dos USA sofrem para emplacar algum show, a CBS investe em spin offs enquanto ABC e NBC sugam tudo que podem de suas produções mais antigas que garantem um público fiel e a Fox, sempre muito esperta, resolveu trazer de volta tudo que deu certo na sua história e assim revivals vão salvando a fall season da emissora.

24 Horas garantiu bons números e X Files foi a série mais assistida da temporada 2015-2016 com apenas seis episódios e assim a Fox decidiu trazer de volta Prison Break para a TV. A idéia de consertar todos os erros das ultimas duas temporadas da jornada dos irmaos Lincoln Burrows e Michael Scorfield parece promissora, mas esbarra nos problemas que fizeram a série sofrer há quase dez anos.

Michael está morto, a Fox fez questão de exibir uma especial para contar essa história e agora simplesmente tudo é mais uma jogada internacional super perigosa cheia de reviravoltas absurdas como as do passado. O problema no episódio de estréia desse revival está nos diversos acasos que não convencem, encontros improváveis aonde coincidentemente todos estão lugar certo e na hora certa tiram a credibilidade da trama que já fantasiosa demais se analisada com um olhar mais crítico.

T-Bag em um núcleo que beira o ridículo, Sucre tão apático que deixa a sensação de estar no revival apenas por ter sido amigo de Michael, Sarah como sempre muito pessimista e Lincoln de volta ao passado que o levou para a cadeira elétrica e esse é o maior problema. Prison Break volta sem nenhum amadurecimento em seus personagens, Lincoln continua burro como uma porta e toda a jornada que levou o irmão para a “morte” parece não ter surtido efeito algum na personalidade do personagem e os diálogos óbvios não irão convencer o publico de que existe uma profundidade em tudo que está acontecendo.

Prison Break volta sem nada de novo e não lembra em nada as suas duas primeiras temporadas deixando uma sensação de descontentamento para quem esperava mais que um retorno forçado para quem sabe trazer um final feliz a Michael Scorfield. Ainda é cedo para condenar esse retorno, mas é preciso muito mais que a nostalgia para convencer o publico de que a série tem algo mais para oferecer.

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