Depois de duas temporadas da série, que abordou casos cotidianos, casos como a violência doméstica, exorcismo, sadomasoquismo e que mostra um ponto de vista distinto e diferente da nossa, por trás da mente de um especialista, psiquiatra, doutor em psicologia clínica e psicanalista. O personagem Carlo Antonini, vivido por Emilio de Melo que trouxe todo um drama junto com outros personagens importantes.

A grande dúvida que ficou na cabeça dos fãs foi qual seria os novos rumos que a série iria tomar, já que vimos diversos casos na série procedural da HBO. Para isso, Contardo Calligaris aposta em novas histórias com arcos de dois episódios, não um como foi a 1ª e 2ª temporada em que tinha um começo, meio e fim no mesmo episódio. Com esse novo plano, Psi pode contar mais detalhadamente seus novos casos, e pode abordar temas mais profundos e complexos.

Tivemos a oportunidade de assistir os dois primeiros episódios da 3ª temporada de Psi, que já começa com um caso e tema mais complexo e controverso, digno de uma abertura de temporada. O tema no caso é sobre o Suicídio assistido e conta a história de Aurora, uma jovem que tem uma vontade enorme de viver, mas devido à um severo problema respiratório e digestivo ela tem que conviver com a dor, falta de ar, respirar e se alimentar por uma sonda. Isso leva Aurora a se questionar se vale a pena continuar vivendo com tanto sofrimento. Seu relacionamento com Carlo é bem interessante, pois o psicanalista é o único que a jovem pode realmente desabafar.

Mais para a frente conhecemos uma mulher que apoia o Suicídio assistido, essa mulher se torna uma amiga para Carlo. Carlo também vive um problema de doença nesses dois primeiros episódios, o que deixa ainda mais interessante esse paralelo entre a vida e a morte, o momento em que estamos saudáveis e em outra hora estamos doentes. O episódio todo tem uma carga emocional forte, e o episódio aborda um tema extremamente pesado. E se você não assistiu a nenhum episódio da série e tem interesse nela, esse episódio é extremamente recomendado para uma ótima impressão.

Depois da exibição dos episódios, houve uma rápida entrevista coletiva com o criador da série Contardo Calligaris, com o ator principal Emilio de Mello que vive Carlo Antonini e também com Maria Angela de Jesus, vice-presidente de Produções Originais da HBO Latin America.

Maria Angela de Jesus deixou bem claro que a ideia de um arco durar 2 episódios foi conversado bem antes e definido com Contardo. O criador da série ainda declarou que dos 5 novos casos, 3 são com adolescentes, 4 com mulheres como protagonistas e 1 só com um homem. Contardo também disse que as histórias serão mais focadas nos personagens e nem tanto em Carlo, deixando o protagonismo do personagem um pouco de lado nessa temporada.

Emilio de Mello declarou que impressiona em ver a personagem Aurora ser tão cheia de vida, mas ao mesmo tempo tão decidida em querer morrer e que o assunto da morte nem sempre com a maturidade é uma questão em que nós vamos aceitar sem questionar o porque de tudo. Contardo acrescenta que Aurora é inspirada em uma paciente dele em que ela também tinha graves problemas de saúde e acabou falecendo.

Sobre a escolha do tema para abrir a temporada, Contardo revelou que na verdade a história do Suicidio assistido era pra ser o segundo caso, mas a equipe criativa decidiu que começar com esse arco seria fundamental e que tem um “coração grande” para abrir a temporada.

Emilio contou sobre o primeiro impacto ao descobrir sobre a história que seria abordada e disse que assistiu um vídeo de suicídio assistido, e isso chocou ele muito, chegou ao ponto do ator ver e rever o vídeo várias e várias vezes.

Confira o trailer da 3ª temporada:

A terceira temporada de Psi estreia dia 9 de abril na HBO e será exibido todo domingo às 21 horas