É praticamente impossível encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar o nome de “Goku”.

Um dos personagens mais icônicos da cultura pop de todos os tempos, foi criado por Akira Toriyama para sua série de mangás intitulado Dragon Ball, publicado originalmente na Shonen Jump, de 1984 a 1995.

As histórias do mangá acompanhavam Son Goku de sua infância até seu período adulto enquanto treinava artes marciais e viajava pelo mundo em busca das Esferas do Dragão: esferas que invocam o poderoso Shen Long, o dragão que tem o poder de conceder um desejo.

Em sua jornada, Goku se junta a novos amigos que criam laços com o público – seja por identificação ou pelo carisma peculiar de cada um.

Já em 1986, a obra ganhou sua primeira adaptação televisiva que durou 3 anos e em seguida ganhou sua sequência ainda em 1989, intitulada Dragon Ball Z, e que acompanhava a vida adulta do protagonista. De lá pra cá já se somam 19 longa-metragens, 3 especiais de televisão, a série non-canon “Dragon Ball GT“, o Remaster “Dragon Ball Kai“, 1 live action e uma extensa lista de produtos licenciados.

O sucesso de Dragon Ball é tão grande que o concedeu uma vaga na lista dos melhores animes de todos os tempos e um dos termos mais procurados no Google.

Em terras Tupiniquins, o anime começou a ser exibido em 1996 pelo SBT, e criou uma das maiores legiões de fãs do país.

Com valores morais e pessoais bem estabelecidos e educativos como a amizade, companheirismo, trabalho duro e persistência, os personagens impactaram a vida dos espectadores e moldaram, de alguma forma, o caráter de quem acompanhou a franquia durante tantos anos.

Com o final do anime em 2003 – no Brasil, com o último episódio de Dragon Ball GT – o sentimento era de perda. A perda não foi apenas na qualidade da terceira parte da franquia e que não tinha sido criada por Akira – mas pelo fim das aventuras inéditas de grandes e carismático personagens que havíamos acompanhado durante nosso amadurecimento e crescimento pessoal.

Eis que em 2015, após a estréia de dois longas que dividiram o público, a Toei Animation junto a Akira Toriyama exibem seu novo projeto: Dragon Ball Super.

Dragon Ball Super ignora totalmente os acontecimentos de Dragon Ball GT e dá prosseguimento à história após a Saga Buu. A série reapresenta os acontecimentos de “A Batalha dos Deuses” e “O Renascimento de Freeza“, para aqueles que não acompanharam os longas.

Com novas transformações, novos conceitos, novos universos e alguns velhos inimigos, Dragon Ball Super é, novamente, um divisor de opiniões.

Retomando a fórmula humorística que funcionava na década de 80 e explorando incessantemente o conceito de transformações, o público mais exigente cobra uma inovação da série, que insiste em trazer elementos e fórmulas já trabalhados.

Mas apesar de qualquer defeito, o anime consegue trazer o sentimento de nostalgia como poucos. E esse fator se intensifica com o primeiro teaser dublado no Brasil, e que conta com a equipe clássica de dubladores que marcaram época com suas vozes. É como voltar a ser uma criança livre de preocupações e voltar àquele universo – que agora não é mais apenas um – com antigos e novos amigos que estavam nos aguardando para uma nova aventura.

Voltar a acompanhar Dragon Ball após 14 anos é reacender a chama da infância, com antigos sonhos e antigas lembranças de um mundo mágico onde é possível voar pelos céus e viajar pelo tempo sem medo de enfrentar o que há no caminho, e nos fortalecer com a ajuda dos amigos.

A verdade é que nessa altura da vida, nós, os fãs de longa data, não precisamos nos ater a qualidade e o que acontecerá de novo na obra, mas sim na importância da perpetuação de algo que foi marcante em nossas vidas e que nos ensinou ou foi nossa companhia, de alguma forma, durante anos, e assim, podermos repassar essa experiência para uma nova geração que carece de obras animadas que cumprem esse papel.

Dragon Ball Super estréia no Cartoon Network no dia 5 de agosto, às 17:00.

 

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