Pera lá, não precisa se exaltar, não é que Better Call Saul viva como uma filha dependente de Breaking Bad. É mais como se o discípulo se tornasse mestre ao lado do seu antigo professor.

Antes mesmo de estrear a série, inúmeras pessoas ressaltavam como BCS nunca seria um Breaking Bad, mas tudo bem, uma primeira temporada morna, uma segunda exemplar e a terceira temporada agora com cinco episódios não é mais a filha derivada, o famoso spin off do puro creme do milho chamado Breaking Bad, a história de Saul Goodman finalmente chegou lá.

Com seus episódios curtos e dirigidos com maestria, o roteiro de BCS é encaixado na maneira de contar aquela história de forma cataclísmica, a fotografia tão evidente e crua só transparece os momentos delicados e vagos que paisagens desérticas e personagens sem tantos escrúpulos demonstram, a tensão e o suspense de Breaking Bad também estrelam nas cenas marcantes e diálogos naturais e diferentes, é como se toda Terça, um novo episódio de Breaking Bad saísse, em qualidade, direção e tudo que uma das melhores séries de todos os tempos foi, mas agora com pitadas de novidade.

Giancarlo Esposito interpreta Gus Fring, um dos melhores personagens de toda a série.

A narrativa do atual Charles McGill só conecta a imensa teia desse universo de Vince Gilligan, cada episódio lembramos de algo novo, respondemos algo novo e nos surpreendemos, agora com a inabalável presença de Gus Fring nos aprofundamos ainda mais no universo criminoso e sujo do cartel, do tráfico e das relações de personagens que tiveram um fim em Breaking Bad.

Um spin off que funciona, e que até o momento, sua terceira temporada brilhou de forma particular, rechaçada de boas memórias de sua personificação antiga e episódios mais surpreendentes que os outros.

Novos episódios de Better Call Saul saem ás Terças na Netflix!