Se o papel de Westworld era substituir o drama épico Game of Thrones na HBO, é quase certo que vai conseguir sustentar o título. Em seu sétimo episódio, Trompe L’Oeil, a série brinca com nossas emoções e teorias, e se aprofunda ainda mais na diferença da máquina/homem.

No filme da década de 70, as máquinas do parque de Westworld se revoltam e começam essa vingança contra a humanidade. Os papéis estão postos e com uma trama extremamente bem feita e amarrada, Jonathan Nolan temperou todos os seus episódios com personagens cativantes e um crescente linha de história. Westworld estreou há sete semanas, mas já tem dezenas de teorias e conspirações girando em torno de suas personagens. Trompe L’Oeil foi alvo disso;Bernard, o grande amigo de Dr. Ford na verdade é um robô. Esse plot twist talvez evidente muda de toda forma o que essa temporada representou e só reforça um debate entre as entrelinhas da série que anda se arrastando por seus personagens.

Quem é máquina, quem é ser humano? É difícil você distinguir entre essas duas formas de vida quando existe uma alusão de cenários entre Realidade Simulada/Realidade Verdadeira profundamente fina. Por toda a série foi fácil notar quem era anfitrião ou não dentro do parque, tiros, mortes… Mas e fora do parque? Como isso cai? Em um episódio brilhante, mais cartas foram jogadas na mesa, os papéis de uma série ás vezes são extremamente claros, óbvio que com diferentes universos. Em The Walking Dead de cara eram os zumbis, mas depois a humanidade foi se mostrando bem sanguinária, Game of Thrones se nutre por ponto de vista e Breaking Bad é uma jornada para a maldade, mas e Westworld? Quem é vilão, quem é bonzinho? Será que a humanidade que lobotomiza um ser vivo e organiza toda uma conspiração para a retirada de um homem merece morrer nas mãos de suas próprias criações em um levante?

Mas e as pessoas que só trabalham em Westworld, os médicos, limpadores, eles também merecem morrer pelas mãos robóticas?

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É muito difícil definir no momento quais são os ideais dessas personagens, Dolores cada vez mais próxima de William ruma em um romance talvez impossível e Maeve já começa a perceber que mundo ela realmente está e o que ela pode fazer, enquanto Dr. Ford brilhantemente interpretado por Antohny Hopkins ruma em um caráter muito mais maldoso e cruel (Ou talvez ainda não entendemos tudo) toda a humanidade e a realidade simulada ruma para caminhos desconhecidos.

Seu sétimo episódio foi tão forte ao questionar até mesmo nossa própria realidade, temos nossas lembranças, mentes, pensamentos próprios e vidas, você deve se lembrar quando era uma criança, do que gostava, do que odiava, deve lembrar de pessoas amadas, se foi uma mãe, um pai, um irmão ou um amigo, deve se lembrar de ontem, de antes de ontem, não de todos os detalhes, mas de pequenas coisas que fez… Mas igualmente Bernard, ninguém, realmente ninguém ao seu redor pode definir o que realmente você é, ao não ser seu Criador.

Somos máquinas, aceitemos.