Se o cinema em 2017 foi maravilhoso, não podemos esquecer as séries de tv. Quando tratamos de indústria do entretenimento, as séries a cada ano que passa ficam mais populares, estão se tornando de fato as novelas dos diferentes públicos, encontrar um fã de alguma série é a coisa mais comum da nossa rotina. Assim, nós, do Retalho Club optamos em fazer uma lista falando um pouco sobre as melhores séries de 2017, desde primeiras temporadas até séries com grande renome, ah, bom avisar que não estão em ordem!

Game of Thrones: Sétima Temporada

Teve umas breguices como essa, mas né, a gente releva.

Beleza, Beleza, Beleza, Game of Thrones tá longe de ser uma adaptação perfeita e nem  uma série perfeita nos vários sentidos, mas algo é inegável: é o maior fenômeno da televisão atual. GOT faz algo que raras séries fazem, e que poucas fizeram na história, juntar legiões do mundo inteiro para assistir seus novos episódios aos domingos, às 22h na HBO. Sua sétima temporada foi uma enorme em produção, mas curta em tempo, contando com somente 7 episódios. GOT alcançou voo como os dragões que conta a história, é enorme, é empolgante e é grandiosa em todos os sentidos da palavra.

Big Little Lies: Primeira Temporada

RAINHAS!

Embora Big Little Lies tenha sido curta, foi uma série perfeita para um ano como o nosso. Os aspectos técnicos podem ser falados em vários textos, mas tem seu diferencial, reuniu um elenco de peso e trouxe um debate crucial em nossos dias. Reese Whiterspoon e Nicole Kidman dão um show de atuação, Jean Marc Vallé é um diretor totalmente profissional e a HBO acerta em cheio com uma produção perfeita, uma primeira temporada fechadíssima e uma total vencedora de prêmios.

Mindhunter: Primeira Temporada

Que homens.

O novo drama da Netflix é tão diferente do comum produzido pelo serviço de streaming que é quase estranho ver uma série  como Mindhunter justamente na Netflix. Criada por David Fincher e contando com vários episódios dirigidos pelo renomado diretor, Mindhunter é um estudo profundo sobre seus personagens, em qualidade técnica e imersão setentista, a série acerta em cheio. É tão gostosa de se ver e em um ritmo tão perfeitamente colocado que é ao mesmo tempo suave e perturbadora, serial killers, anos 70, rock and roll e investigação. Mindhunter é uma análise do ponto vista psicótico sobre as pessoas “normais“.

The Handmaid’s Tale: Primeira Temporada

Elizabeth Moss dona de tudo

THT é uma série única. Sua primeira temporada dá início para uma história assombrosa, mas muito próxima de nós. É perfeita para um ano como o nosso: repleto de discussões sobre o papel da mulher, o abuso e o feminicídio, temas que reverberam unicamente nos 10 episódios perfeitos de sua primeira temporada. O tempo em THT não é contado de forma comum, acompanhamos o isso, pra posteriormente acompanhar o aquilo, mas pegando pedacinhos do isso anteriores, é perfeccionista em todos os sentidos e carrega uma Elizabeth Moss como uma das melhores personagens do ano, é arte pura.

Better Call Saul: Terceira Temporada

Um pedaço de ouro da terceira temporada!

O terceiro ano de Saul Goodman mais se aproxima à Breaking Bad e ecoa a maneira de Vince Gilligan fazer BCS de uma maneira espetacular. Não é um simples spin off de BB, tampouco uma série pobre e solta. Better Call Saul é o filho de um famoso que alcança seu próprio sucesso por seus feitos, mas ainda tem um pouco do peso do pai. Deliciosa de se ver, o terceiro ano preencheu lacunas que todo fã de Breaking Bad estava ávido pra ver, além de desenvolver e terminar personagens de forma única, que só a mente criador da maior série de todos os tempos poderia ter, perfeita.

Feud: Bette and Joan

Divas fazendo Divas

Fiquei até temoroso em escrever sobre Feud, principalmente em um ano que a série ficou um tanto nas escuras. Mas como esquecer uma das coisas mais lindas da televisão do ano? Feud é uma série da Fox, feita pelo Ryan Murphy (o mesmo criador de American Horror Story e várias outras séries) e que traz a história da eterna rivalidade de dois ícones de Hollywood: Bette Davis e Joan Crowfard. Obviamente um dos maiores pesos da série é a beleza do seu elenco, para Bette Davis: Susan Sarandon, e para Joan Crowfard: Jessica Lange. Divas fazendo divas, bonita em inúmeros aspectos, poética, subjetiva e triste de várias formas, Feud é um calor quente no coração e um grito profundo sobre as dolorosas vidas que as estrelas sempre carregaram.

Stranger Things: Segunda Temporada  e Rick

and Morty: Terceira Temporada

Stranger Things e Rick and Morty carregam o mesmo peso: o preconceito por serem vistas como “séries menores“. Um é um desenho cheio de fãs meio… Bem, excessivos, o outro, é uma série, que bem… Também tem fãs do tipo. A questão é: nenhuma série precisa ser revolucionária em todos os sentidos, só ser boa, e a segunda temporada de Stranger Things, juntamente com a terceira de Rick and Morty são bastante. São séries simples, que muitas das vezes são vistas com olhares negativos sem ao menos conhecer, mas transmitem suas mensagens e vozes únicas para o público, Rick and Morty é inteligente, sagaz e finaliza seu terceiro ano também de forma divertida e reflexiva e o segundo ano de Stranger Things aprofunda mais o universo da série, e por fim nos dá um bom respirar depois de tanta treta.

Twin Peaks: Terceira Temporada

Essas cortinas vermelhas…

A obra de David Lynch é provavelmente a maior série de todas que você não viu. Você e muitos outros, não se envergonhe. A terceira temporada de Twin Peaks é o retorno para um universo charmoso, carregado de um tempero sensual, sobrenatural, investigativo e que trata daquilo: nossos conflitos, nosso maniqueísmo diário. David Lynch e Mark Frost nos dão um presente incrível em 18 episódios de como se faz televisão, como se faz um produto estético repleto de signos, mistérios, uma sombria maneira de se contar algo e toca no fundo. Twin Peaks continua imbatível, é a maior série de 2017.

The Leftovers: Terceira Temporada

Só gente bonita

Para fechar a lista, não podíamos deixar de fora a melhor temporada de 2017. Prevista para 5 temporadas, o anuncio do fim prematura chegou a preocupar os fãs, mas isso logo foi deixado de lado com mais uma temporada excelente, fechando a história de forma magistral, como poucas séries conseguiram fazer. De uma estreia lenta e modesta, a um final glorioso e ovacionado, essa é The Leftovers, uma das melhores séries de drama já criadas. Com a terceira temporada, Damon Lindelof e Tom Perrotta conseguiram fechar com chave de ouro, entregando uma história inteligente, acompanhada por um grande elenco. The Leftovers se tornou aquele tipo de série obrigatória para todos os amantes do gênero.

E que ano que vem seja melhor ainda! Que venha 2018!

 

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