Segredos estão a mercê de nós desde que éramos primatas na antiga África, sobrevivendo com sementes. Posteriormente evoluirmos para as primeiras civilizações, partimos para grandes impérios, sucedemos a reinos, depois países e guerras e enfim estamos aqui hoje. Se analisarmos o tempo e a tecnologia o homem pulou no calendário temporal no século XX para o XXI. E a tecnologia adquirida fulminou no avanço rápido e talvez doentio das máquinas e da criação de um todo um cyberespaço atual. Você deve imaginar que esse conceito faz parte de literaturas cyberpunk das prateleiras baixas da ficção científica, mas esse futuro não está tão longe…

Criamos dados e reservamos eles, desde um pequeno CD com músicas até grandes memórias repletas de dados, configurações pessoais e arranjos para a máquina funcionar. Estamos falando de um espaço regido por números, códigos e dados, como a system.32 de qualquer computador. O cyberespaço é todo esse espaço cibernético e não visual que guarda essas tecnologias. E já estamos imersos nele, não é perturbador imaginar que todos os dias, todas as suas conversas, pontuações, comentários e momentos estão sendo gravados por uma máquina?

Um estudo do Flurry, uma consultoria do Yahoo determinou que há 280 milhões de pessoas realmente viciadas no mundo cibernético, onde a necessidade de sempre estar nas redes é realmente grotesca. Além disso, 10% da população brasileira nutre do mesmo com um desejo constante  de estar conectado e se  esse desejo não for atendida, tremedeiras, choro, suor e outros sintomas surgem da ausência de uma máquina. É através dessas pontes tecnológicas que podemos traçar a nossa segunda vida, nossas máscaras digitalizadas e nossos segredos mais íntimos. Afinal, nós somos nós  mesmos nas redes?

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Pessoas que tem uma vida social muito mais ampla e notável não enxergam nas mídias sociais ou na internet uma maneira de fugir ou criar toda uma personalidade. Fotos ali, fotos aqui, ela não necessita daquilo, mas para pessoas como Kenny aquele notebook é uma fuga de nossos princípios, como milhões de jovens e adultos fazem. Desde atos pequenos como a pornografia e os perfis fakes até a saciação de doenças do ser humano. Uma pessoa que todos os dias acessa a internet para saciar seus desejos de doenças não tão vistas pela sociedade, merece ser vigiada e lançada ao mundo?

A vida sexual e secreta das pessoas na internet é um debate mais forte, temoroso e amplo que Shut up and dance abre, estamos na era dos “nudes” onde o simples envio de fotos para uma pessoa pode desencadear o fim de uma vida, como o caso da jovem Júlia Rebeca de 17 anos que cometeu o suicídio após vazamento de momentos íntimos.

A tecnologia está em todos os lugares nos momentos íntimos, é uma perseguição dos espelhos negros para todos nós. Você já ocultou sua webcam em momentos pessoais? Tomou cuidado com seu celular vendo seus vídeos íntimos? Ou pior, já pensou em que talvez em algum momento a dois você não foi gravado? Shut Up and Dance mergulha no submundo sexual e íntimo da internet e de nossas vidas cibernéticas, se criamos personalidades diferentes na internet, ou até seguimos normais em nossas vidas físicas, mas no mundo cibernético nos libertamos ou ainda por cima, como tudo vai se modificar se essas políticas de vigília não pessoais, mas mundiais continuarem?

Não é só o grupo de hackers que invade seu notebook e o grava se masturbando, não é só o grupo de hackers que invade seu celular enquanto tinha uma conversa com uma profissional do sexo e libera para sua esposa… É o mundo todo, são governos, corporações, são órgãos que vigiam a você, a mim, a todos nós.

É o Grande Irmão, que está vigiando você.

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