O Rebirth está trazendo consigo alguns Spin-Offs de 6 capítulos, que contribuem para o desenvolvimento dos personagens em suas hqs principais. Algumas delas já se encerraram e outras estão começando agora. Hoje irei falar de uma que eu particularmente estava muito ansioso.

RAVENA – O CARNAVAL BRANCO 

“A história se passa entre Novos Titãs # 24 e Novos Titãs: REBIRTH # 1, Ravena toma uma pausa da equipe e se muda para San Francisco para ficar com sua tia e enfrentar seu desafio mais perigoso: o ensino médio! Ao mesmo tempo que Ravena descobre mais sobre seu lado humano, um de seus colegas desaparece misteriosamente, e ela deve enfrentar um mal como nenhum antes!”

O cenário onde tudo se inicia é levemente triste, a cor azulada dá o tom sombrio que se seguirá por todo o volume. Pra situar o leitor, Ravena faz uma referencia a morte de Tim Drake, nos indicando que a história se passa depois da morte do Robin em Detective Comics Rebirth.

É interessante ver que esse é o primeiro contato de Ravena com pessoas normais, constantemente ela tenta entender á sua volta e os conceitos básicos de socialização, como conversar. Mas apenas em questão física, já que a personagem constantemente faz referencias ao mundo pop, como Harry Potter.

É divertido ver a protagonista narrando a história, constantemente tirando sarro de sua vida demoníaca comparada com a vida humana comum. Ao mesmo tempo é triste ver o quanto ela se esforça pra salvar as pessoas (e falhar algumas vezes) de um vilão tão enigmático pra ela quanto pra nós.

O cristianismo é demonstrado fortemente na família da tia da Ravena, eles constantemente citam seu deus e o usam como justificativa para alguns acontecimentos do volume. Ravena simplesmente releva isso. Porém ao mesmo tempo o roteirista faz um contraste interessante nesse assunto, ao mesmo tempo que Ravena julga quase como “bobo” a religião de sua tia, constantemente se vê rezando por “Azur”, sua deusa. A olhos nus, esses detalhes se passam despercebidos, mas há uma filosofia por trás que é interessante analisar.

O primeiro defeito (pelo menos escancarado) é a aparição de um grupo, que se diz responsável pelos acontecimentos e exigem R$5 milhões para parar o ataque. A presença desses personagens é alimentada por cliffhangers durante 2 hqs, e finalmente quando temos um confronto direto, descobrimos que eles só serviam como desculpa de roteiro para fazer a heroína perder o controle e depois com uma frase bonita e de esperança, se mostrar melhor do que uma justiceira. Isso podia ter sido feito de forma mais natural, dentro da própria ameaça (a verdadeira). Talvez falte um pouco de Superman de exemplo para esse roteiro.

Constantemente a personagem se martiriza pela dor dos outros, isso é um retrato de um de seus poderes, ela pode receber a dor e o sofrimento de outras pessoas para si mesma. É um poder que seria incrível, se não tivesse um preço a pagar. Por fim, a personagem se vê em um dilema, precisa do poder de seu pai maligno para vencer o vilão, mas se fizer isso, o libertará, porém se não fizer, não conseguirá salvar aqueles que ama. Como ela mesma diz “eu tenho que ser má para o bem ser feito?”.

A história termina com a aparição de um personagem interessante e com uma nova Ravena, que se sente em paz aonde está, que parece ter encontrado um lugar para relaxar, com amigos, família e uma história pra contar.

 

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